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Os pontos disputados do agito gastronômico de Brasília

“Brasília pode parecer, aos olhos de um visitante distraído que vem a trabalho, uma cidade pacata. Só que não. Aqui e ali surgem nichos e cantos animados, com mesas lotadas e clientela animada”

Há muitas notícias boas sobre o que vem por aí na culinária da capital. A Asa Norte vai ganhar um novo polo gastronômico agora em dezembro, o Plaza Norte, na 110/111 Norte, com muitos restaurantes e lanchonetes. Na QI 11 do Lago Sul surge o The Room, um gastrobar que promete agitar o bairro com diversidade de comidinhas ao estilo de Nova York, decoração descolada e carta de drinques autorais.

Brasília pode parecer, aos olhos de um visitante distraído que vem a trabalho, uma cidade pacata. Só que não. Aqui e ali surgem nichos e cantos animados, com mesas lotadas e clientela animada.

A começar pelo “Baixo Asa Norte”, cujo centro fica ali na 408/409 Norte. A quadra conhecida como a dos “barzinhos da UnB”, se reinventa, ganhas novas pegadas culinárias e musicais e cervejarias articuladas. Lá estão o Pinella, com endereço sediado há cinco anos; o Godofredo, desde 2006, e o mais recente Nola Gastrobar, que oferece comida e música típicas de Nova Orleans, além de diversos outros bares lotados à noite.

Também na Asa Norte há outro reduto cada vez mais disputado na noite gastronômica da capital, nas quadras 412/13 Norte. Lá ficam o Santé 13, restaurante prestigiado de comida contemporânea, a padaria La Boutique, com pães artesanais franceses, o El Negro, de carnes, a Hamburgueria Houston, o Dona Lenha e outros muito frequentados. Agora tem até a simpática Estação dos Vinhos, na 413 Norte, bem ao lado do Santé. Lugar agradável para se degustar vinhos e provar comidinhas.

EBC

Miriam: “Há muitas notícias boas sobre o que vem por aí na culinária da capital”

Um pouco acima, na 213 Norte, há boas pedidas, como o Bistrô Escondinho, uma boa surpresa no subsolo do Bloco B. O prato principal, é claro, está no próprio nome do estabelecimento, o “escondidinho”. Há com vários recheios, sete salgados e quatro doces.

Na quadra em frente, 214 Norte, há várias opções, mas uma muito interessante é o Genghis Khan, especializado em nabemonos. Trata-se de um tipo de cozinha oriental que remete à tradição de refeição comunitária consumida direto da panela. “Uma espécie de fondue de olho puxado”, foi a descrição que li no blog Os destemperados. A casa oferece três versões do prato: o Sukiyaki tradicional japonês; o Shabu Shabu, feito em água fervente e o Gengis Khan, na brasa. A panela do Genghis Khan remete ao modo da refeição dos guerreiros da Mongólia, que cozinhavam no próprio capacete.

A coluna falou recentemente de outra novidade na Asa Norte, o Le Parisien Bistrot, na 103 Norte, que veio reforçar os aromas da culinária francesa nas redondezas, perto da patisserie do Daniel Briand, endereço clássico da capital na 104 Norte.

 

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Sobre o autor

Miriam Moura

Miriam Moura

Miriam Moura é jornalista, com larga experiência na cobertura política em Brasília. Trabalhou em jornais como O Globo, O Estado de S. Paulo e foi assessora de Comunicação em tribunais superiores, como STJ, TST e CJF. É diretora de Consultoria e Treinamentos na Oficina da Palavra e In Press Oficina.

Outros textos de Miriam Moura.

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