Ex-governador do MS André Puccinelli é alvo de ação da PF contra desvios de R$ 235 milhões

Agência Brasil

Puccinelli estava sob monitoramento da PF

 

A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (14), mandado de prisão contra o ex-governador do Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB). A prisão foi expedida na quinta fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Papiros de Lama. Puccinelli é acusado de participar de esquema de corrupção que causou prejuízos de mais de R$ 235 milhões aos cofres públicos.

Desde maio, quando havia sido conduzido coercitivamente a depor na operação, Puccinelli estava sob monitoramento da PF, com uso de tornozeleira eletrônica. As investigações são referentes ao período em que governou o estado, entre 2006 e 2014.

A operação investiga uma organização criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos.

A ação, de acordo com a PF, foi realizada com base na análise de materiais apreendidos nas quatro etapas anteriores e dos depoimentos de colaboradores, que confessaram participação em crimes. Além da PF, a operação é realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União e a Receita Federal.

Para a PF, “Restaram corroboradas as provas já existentes acerca de desvios e superfaturamentos em obras públicas, direcionamento de licitações, uso de documentos ideologicamente falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, aquisição ilícita e irregular de produtos e obras, concessão de créditos tributários direcionados, tudo com a participação de servidores públicos”.

Aproximadamente 300 policiais federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal cumprem dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária, seis mandados de condução coercitiva, 24 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande (MS), Nioaque (MS), Aquidauana (MS) e em São Paulo (SP).

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