Ao som do bandolim, Joaquim toma posse no STF

Fellipe Sampaio/Ascom/STF

Joaquim Barbosa é o terceiro magistrado negro da corte, mas o primeiro a assumir a presidência

O ministro Joaquim Barbosa foi empossado há pouco como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O início dos trabalhos foi anunciado pelo próprio presidente do STF, por volta das 15h, com hino nacional ao som do bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda. Mas foi o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, quem deu início às formalidades, complementadas pelo diretor-geral do STF, Fernando Camargo. O ato, que durou cerca de cinco minutos, culminou com aplausos de todo o plenário, que em seguida assistiu à formalização do ministro Ricardo Levandowski como vice-presidente.

 

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Joaquim assume o STF desafiando estereótipos

Como a cerimônia, prevista para as 15h, só pode ter início depois da chegada do chefe do Executivo, como determina a Constituição, a presidenta Dilma Rousseff atrasou o compromisso em cerca de 20 minutos, quando chegou à corte acompanhada, entre outros, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Participam da posse os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entre diversas outras autoridades.

Relator do mais complexo julgamento da história da corte, a Ação Penal 470, mais conhecida como processo do mensalão, Joaquim foi indicado ao STF pelo ex-presidente Lula. Ele tomou posse em 25 de junho de 2003.

Joaquim Barbosa sucede o ex-presidente Carlos Ayres Britto, que se aposentou compulsoriamente por ter completado 70 anos no último dia 18. Ele já vinha respondendo interinamente pela presidência desde a saída do colega.

Em nome da Suprema Corte, o ministro Luiz Fux fez um discurso de saudação ao novo presidente. Em seguida, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu a união dos diversos órgãos do Judiciário. Na sequência, falou o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.

O ministro nasceu em família pobre, há 58 anos, no município mineiro de Paracatu, onde foi engraxate na infância. Formado em Direito e procurador da República concursado, ele é o terceiro magistrado negro da corte, mas apenas o primeiro a exercer a função de presidente.

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