Bolsonaro vê “relação de extrema importância” entre civis e militares em zona de acesso restrito

A uma semana de sua posse como presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) divulgou em suas redes sociais nesta terça-feira (25) imagens de interação com moradores da restinga da Marambaia, litoral sul do Rio de Janeiro. O capitão da reserva passa as festas de fim de ano com a família na região, que tem acesso restrito por ser área militar administrada pela Marinha e pelo Exército.

"Mais uma vez pude vivenciar a relação social de extrema importância entre os moradores, civis e militares, da região!", escreveu o presidente eleito com 39,2% do eleitorado brasileiro, em seguida convidando seus seguidores para assistir às "cenas do dia".

 

O fato de estar à beira-mar e às vésperas de sua posse em Brasília não fez com que Bolsonaro deixasse de manifestar suas opiniões e interagir com internautas, principalmente por meio do Twitter. Mais cedo, surpreendeu ao dizer, em pleno feriado de Natal, que firmará parcerias com Israel para beneficiar a região Nordeste com projetos de dessalinização de água (imagem abaixo).

"Também estudamos junto ao embaixador de Israel e empresa especializada testar tecnologia que produz água a partir da umidade do ar em escolas e hospitais da região. Poderemos, inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses equipamentos", afirmou.

 

 

Ontem (segunda, 24), mantendo-se fiel ao estilo Donald Trump de comunicação, ele afirmou que diversas regulamentações, "em todos os setores", serão revogadas em seu governo. Para o deputado fluminense, há instrumentos legais vigentes no país que só servem para arrecadar, sem retorno ao cidadão.

"Inúmeras regulamentações em todos os setores que só servem para arrecadação e entraves de desenvolvimento, sem nenhum retorno prático ao cidadão, irão ser revogadas rapidamente em meu governo", disse o representante da extrema-direita, defensor do Estado mínimo e do neoliberalismo econômico.

"Menos interferência do Estado significa melhores condições de vida ao brasileiro", acrescentou.

Bolsonaro não disse quais são as regulamentações na sua mira, mas tem indicado quais são seus principais incômodos na máquina estatal. Também por meio do Twitter, o capitão da reserva já reclamou, por exemplo, dos contratos de "publicidade e patrocínio" do governo com bancos públicos como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

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