Ministério da Saúde confirma mais 2 casos suspeitos de coronavírus no Brasil

Outros países que confirmaram ter casos da doença ainda não são considerados áreas de transmissão

Após a confirmação de um caso suspeita de contaminação pelo novo coronavírus em Minas Gerais, o Ministério da Saúde divulgou nas redes sociais outros dois casos em Curitiba e em Porto Alegre. De acordo com o órgão, os pacientes se enquadram na definição de casos suspeitos da doença, por apresentarem sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar. Além de terem viajado nos últimos 14 dias para a China. Agora, três casos suspeitos da doença estão sendo monitorados pelo Ministério.

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou nesta terça-feira (28) que a pasta está analisando um possível caso de brasileiro infectado com coronavírus. Trata-se de uma estudante que esteve na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da doença, e voltou para Belo Horizonte (MG), onde está isolada e realizando testes para confirmar se foi infectada. Segundo Mandetta, os resultados podem sair ainda no fim desta semana.

O ministro afirmou que a pasta recebeu mais de 7 mil rumores sobre possíveis casos de coronavírus no Brasil, dos quais somente 127 exigiram a verificação se eles estavam dentro de padrão do vírus. Segundo Mandetta, pelo grande trânsito de pessoas entre Brasil e China, existe a probabilidade de o Brasil ter casos da doença.

Apesar disso, ele afirma que esse é o terceiro caso de coronavírus nos últimos oito anos, o que possibilita "fazer muitas analogias aos coronavírus anteriores". "Nós vamos superar como já superamos obstáculos muito maiores", afirmou.

"Vamos aguardar o que a ciência vai trazer. Não adianta nos antecipar, a realidade da China é uma, mas temos que observar como esse vírus vai se comportar em outros países, em outras culturas, porque isso ainda não está claro", disse.

Novas medidas

O Ministério da Saúde anunciou que vai mudar as regras de monitoramento de possíveis portadores de coronavírus, para incluir todos aqueles que vieram da China. Até o momento, a pasta estava monitorando somente os que vieram da cidade de Wuhan, epicentro dos casos. A mudança segue orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Essa orientação da Organização Mundial da Saúde ela pode mudar. Nós temos agora que monitorar. Nós temos hoje um centro que monitora em caráter permanente, que é um comitê de orientações para emergência", explicou.

O aumento da abrangência, no entanto, não é para todos os viajantes, uma vez que o ministério está considerando suspeito apenas aqueles pacientes que viajaram para a China nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas ou que tiveram contato com possíveis infectados.

De acordo com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, as regras de monitoramento não foram expandidas para os países que já confirmaram ter casos de coronavírus, como França, Estados Unidos, Canadá e Austrália, porque ainda não há uma transmissão sustentada nos casos naquelas nações.

"Se eles começarem a ter transmissão sustentada e o número de casos desses países demonstrarem que o vírus tem sustentabilidade e um spinning, a gente aumenta na vigilância para esses países também", explicou.

A nova orientação é um dos esforços do governo brasileiro, que desaconselhou a ida de brasileiros ao país asiático e está elaborando medidas de prevenção e informação em portos e aeroportos.

Além disso, o Brasil elevou o risco da doença, passando para a categoria 2, a de "risco iminente". A mudança faz parte de uma escala que chega até 3, ativada apenas após a confirmação da doença no país.

Recomendações para a população
  • evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações

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