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Livros clássicos de gastronomia para devorar nas férias

Outra obra que destaco como leitura altamente prazerosa é O homem que comeu de tudo, de Jeffrey Steingarten. É um livro sobre viagens, memórias e descobertas, fascinante. Em 1989, o autor abandonou a carreira de advogado para se tornar crítico de gastronomia da Vogue. E saiu a viajar pelo mundo experimentando sabores – foi ao Japão provar o Wagyu, carne macia por que o gado recebe massagem e acupuntura; foi atrás das origens do sorvete na Itália, foi decifrar o chucrute na Alsácia e o aroma das frutas no Piemonte.  Não vou falar mais para não ser spoiler e estragar a surpresa de futuros leitores.

E o que dizer sobre o livro Afrodite, da chilena Isabel Allende? Uma sucessão de “contos, receitas e outros afrodisíacos”, promete o subtítulo, e a obra cumpre a promessa em dobro. É a incursão da consagrada escritora no mundo da gastronomia erótica, “uma viagem sem mapa pelas regiões da memória sensual, onde os limites entre o amor e o apetite são difusos”, descreve a editora. O livro foi escrito por Isabel Allende para exorcizar a tristeza pela perda da filha. Afrodite reúne receitas de sopas, molhos, pratos principais e mesmo de bebidas afrodisíacas.

Claro que há muitos outros e maravilhosos textos e crônicas sobre descobertas gastronômicas e segredos da culinária ao redor do mundo, mas os títulos citados ocupam um lugar especial na minha estante. Todos os anos, antes das férias, tenho prazer em selecionar os volumes que vou levar na mala. Geralmente incluo três livros: um de ficção, um de não-ficção e um sobre gastronomia. Ainda vou decidir sobre os dois últimos...

 

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