Liberdade de Imprensa: intelectuais defendem asilo político para Assange

Conforme divulgado por David Brooks em La Jornada, Noam Chomsky, Michael Moore, Tariq Ali, Oliver Stone, o ator Danny Glover, entre outros, entregaram terça última (26) carta à embaixada do Equador em Londres, pedindo que seja concedido asilo político a Julian Assange, fundador do Wikileaks. Os signatários da carta defendem que se trata de um caso claro de ataque contra a liberdade de imprensa e contra o direito do público de conhecer verdades importantes sobre a política externa, além de uma séria ameaça à saúde e ao bem-estar de Assange (no caso de uma extradição para os Estados Unidos).

Intelectuais, artistas, cineastas e escritores do mundo todo solicitaram ao governo do Equador que conceda asilo a Julian Assange, Fundador do Wikileaks, atualmente refugiado na embaixada desse país em Londres. Além dos já citados, incluem-se na lista o comediante Bill Maher, Daniel Ellsberg, ex-analista militar famoso por divulgar os papeis do Pentágono durante a guerra do Vietnã, e Denis J. Halliday, ex-secretário geral assistente da Organização das Nações Unidas, entre dezenas de outras personalidades que assinaram a carta de apoio ao pedido de Assange de asilo político no Equador.

Afirmam que, por se tratar de um caso claro de ataque contra a liberdade de imprensa e contra o direito do público de conhecer verdades importantes sobre a política externa, sem contar que a ameaça à saúde e ao bem-estar é séria, pedem que seja concedido asilo político a Assange.

O fundador do Wikileaks ingressou na sede diplomática equatoriana a semana passada para evitar sua extradição para a Suécia. Os signatários da carta concordam com o agora fugitivo (rompeu as condições de sua detenção domiciliar ao entrar na sede diplomática) que há razões para temer sua extradição, pois há uma alta probabilidade de que, uma vez na Suécia, seja encarcerado e provavelmente extraditado para os Estados Unidos.

O governo de Barack Obama realizou um processo, conhecido como Grande Júri, para preparar uma possível acusação legal criminal contra Assange, ainda que o procedimento seja secreto até emitir sua conclusão. Além disso, meios de comunicação relataram que os departamentos de Defesa e de Justiça investigaram se Assange violou leis penais com a divulgação de documentos oficiais.

Os signatários sustentam que esta e outras evidências mostram a hostilidade contra Wikileaks e seu criador por parte do governo norte-americano, e que se ele fosse processado conforme a Lei de Espionagem nos Estados Unidos poderia enfrentar a pena de morte. Além disso, acusam o tratamento desumano ao qual foi submetido Bradley Manning, acusado de ser a fonte dos documentos vazados para Wikileaks.

“Reivindicamos que seja outorgado asilo político ao senhor Assange, porque o ‘delito’ que ele cometeu foi o de praticar o jornalismo”, afirmam na carta. Assange revelou importantes crimes contra a humanidade cometidos pelo governo dos Estados Unidos. Os telegramas diplomáticos revelaram as atividades de oficiais ianques para minar a democracia e os direitos humanos ao redor do mundo.

A carta, entregue por Robert Naiman, diretor da organização americana Just Foreign Policy, autora da iniciativa, foi acompanhada de outra petição assinada por mais de quatro mil americanos que solicitam que o governo do Equador conceda asilo a Assange. A íntegra da carta pode ser lida em justforeignpolicy.org/node/1257.

É isso aí, pessoal, eis a prática, por parte de Assange através do Wikileaks, da verdadeira liberdade de imprensa – aquela capaz de fazer TODA A DIFERENÇA. E não a hipócrita posição de “raposa vigiando o galinheiro”, adotada pela Mídia Hegemônica Canalha e Perversa do Planeta.

Quanto à política do continente (AL), entre “a malufada do Lula” e o golpe de estado no Paraguai, me poupem: o horizonte desta pauta é dos mais tenebrosos senão fosse absolutamente ridículo. Nenhum jornalista que se preze merece o retorno desta merda toda, mas parece que ela é inevitável assim como o mau-hálito e o fato do sol nascer todas as manhãs.

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