Aos pais, todo o amor que eles merecem

O que o filho pensa do pai

5 anos – “O meu pai é o melhor do mundo.”

10 anos – “O meu pai sabe tudo.”

15 anos – “O meu pai não é assim tão inteligente. Às vezes se engana.”

20 anos – “O meu pai está desatualizado. Ô velho chato!”

30 anos – “O meu pai, em algumas coisas, até tem razão.”

40 anos – “O meu pai saberia como resolver isso, com seu bom senso e sua experiência!”

50 anos – “Que falta me faz o papai! Eu daria tudo para que ele estivesse aqui agora. Teria aprendido muito com ele.”

O bem-humorado e, ao mesmo tempo, emotivo texto sobre os pensamentos que um filho tem sobre o pai ao longo da vida vem da sabedoria popular e sintetiza com perfeição os sentimentos que costumamos nutrir sobre a figura paterna. Achei oportuno resgatá-lo para este artigo sobre o Dia dos Pais, que no Brasil comemoramos no segundo domingo de agosto.

A data varia pelo mundo afora, mas aqui seguimos tradição iniciada em 1953. Na verdade, a comemoração teve origem em tempos bem mais remotos. De acordo com pesquisas históricas, remonta há mais de 4 mil anos, quando, na antiga Babilônia (atual Iraque), um jovem de nome Elmesu moldou em argila o primeiro cartão para desejar sorte, saúde e longa vida ao pai.

Não sei se a história é lenda ou se ocorreu de fato, mas tanto faz. O que importa é homenagear o homem a quem devemos nossa passagem pelo mundo, com todo o carinho que ele merece. Por isso, começo lembrando o meu pai, que já nos deixou há muitos anos, e cujo principal legado foi o caráter e a dedicação à família. Ele construiu um lar e deu aos filhos a possibilidade de vencer os desafios por meio da educação e do trabalho honesto.

Seu Zuza, meu pai, foi um modesto comerciante do interior do Rio Grande do Norte. Um dia, ele teve a visão de um futuro melhor em Brasília. Decidiu, então, migrar para a nova Capital, plano que concretizou no fim dos anos sessenta. Aqui, trabalhou na construção civil. Pai de sete filhos, somente em 1970 pôde trazer a família para junto de si e dar sequência à saga de tantos humildes pioneiros que vieram para cá e aqui ficaram para sempre.

Ao meu pai, dedico, nesta data, meus pensamentos repletos de saudades. Agradeço imensamente por ter sido seu filho. Quanto aos meus próprios filhos, desejo que tomem o avô como exemplo para a jornada que têm pela frente nos próximos anos. Que guardem o seguinte pensamento de William Shakespeare como um proveitoso ensinamento de vida:

Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho.”

Mas este artigo não se destina apenas a falar de mim e de minha experiência como pai e como filho. Ao pesquisar dobre o Dia dos Pais, encontrei maravilhosas histórias de pais e filhos concurseiros, que dão exemplos belíssimos para todos os que pretendem passar em concurso público. Em artigo publicado no Portal G1, sob o título “Pai e filho que 'brigam' por vaga no mesmo concurso se dizem aliados”, a repórter Marta Cavallini conta a história de Wagner e Rodrigo Braga, em Brasília, e a de Valter Ferreira Filho, no Rio de Janeiro.

O autônomo Wagner Barbosa Braga, de 46 anos, e seu filho, o estudante de física Rodrigo de Jesus Braga, de 20, são nossos alunos e disputam uma vaga de escriturário no Banco de Brasília. Para eles, a “concorrência” dentro de casa é uma aliada, e não um obstáculo na conquista do emprego público. Segundo Rodrigo, eles não estão brigando pelo mesmo espaço: “Eu concorro para uma vaga e o meu pai, para outra.” Vagner, por sua vez, afirma: “Vamos conquistar as duas vagas juntos. Não vejo meu filho como concorrente, mas como aliado.”

Já no Rio, um pai e três filhos fizeram concurso da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Valter Ferreira Filho, de 47 anos, servidor público desde 1985, disputou o cargo de analista em contabilidade. Os filhos, o de técnico, que oferece vinte vagas. Valter e o filho mais velho, Bruno Carvalho Ferreira, de 21 anos, trabalham no mesmo prédio na Cidade Maravilhosa. O pai é analista da Receita Federal desde 1998, e o filho é assistente-técnico do Ministério da Fazenda desde 2009, além de estudante de matemática.

“Eu e minha esposa somos servidores e meus filhos ainda não têm formação de nível superior. A gente incentivou os três a fazerem concurso quando ainda estavam no nível médio, para que já tivessem um salário e uma carreira até decidirem o que fazer após a faculdade”, relata Valter. Rodrigo, de 19 anos, estudante de contabilidade, e Aline, de 18, aluna de letras, se preparam para a carreira pública desde os 17 e já prestaram três concursos. Pela primeira vez, eles concorrem para o mesmo cargo. “Se a gente conseguir as três vagas, ainda sobram dezessete. Tem que pensar na vaga e não em quem está concorrendo”, diz Bruno.

Confesso que me emocionei ao tomar conhecimento desses exemplos de união entre pais e filhos nos estudos, em busca da sonhada carreira pública. São histórias como essas que renovam meu entusiasmo pelo trabalho e minha disposição de oferecer o melhor ensino àqueles que desejam se preparar com alta qualidade para concursos públicos. Agora mesmo, milhares de vagas estão sendo colocadas à disposição dos candidatos, em concursos públicos já com inscrições abertas ou por abrir nos próximos meses, como o do INSS, o do Senado e o do TSE. Voltarei a falar com mais detalhes sobre eles no próximo artigo.

Encerro a nossa conversa da semana enviando a todos os pais, concurseiros ou não, um carinhoso abraço pelo seu dia. Desejo que eles alcancem sua meta nos próximos concursos, conquistando, o mais breve possível, o seu feliz cargo novo!

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