A tolerância com o vandalismo fez sua primeira vítima

Tenho uma desconfortável sensação de que a baderna está vencendo a batalha contra a normalidade, a paz e a ordem social.

O cinegrafista da Band foi vítima em um crime odioso e covarde. Ele não era o alvo, supõe-se. O alvo seriam policiais que combatem atos de vandalismo, que se tornaram uma triste marca das manifestações. Como se o policial não fosse gente, como se não tivesse família. Ele é visto apenas com o mero representante do poder a ser enfrentado, como um representante da opressão.

Mas a ira irracional desses vândalos não se voltou apenas contra policiais. Eles hostilizaram e ameaçaram jornalistas de diferentes veículos de comunicação e incendiaram seus carros. Como se isso ainda fosse pouco, atacaram bancos e lojas de automóveis. Depois, se voltaram contra qualquer comércio, de pequenas lojas a bancas de revistas. É um ódio estúpido voltado a qualquer autoridade pública e um desprezo pela vida daqueles que zelam pela ordem.

Essa escalada de violência parece não ter fim. Não bastou um cidadão ter escapado por sorte de seu humilde Fusca onde quase perdeu mulher e filha. Esse fato não encontrou nenhum eco de racionalidade e de moderação. Nem mesmo a morte desse cinegrafista será suficiente para conter os ânimos exaltados. Nenhuma reprovação clara se apresenta a esses vândalos.

A sociedade brasileira tem que deixar claro de que lado está: do lado da ordem ou do lado do caos. Não é possível continuar tratando o bandido como se fosse vítima da sociedade e policial como se fosse um demônio. Essa é a sociedade que agrada ao PT. Onde nenhuma autoridade é respeitada, onde a lei pode ser relativizada, onde os juízes podem ser hostilizados e onde a solidariedade pelos camaradas está acima de tudo em uma lógica digna da máfia.

É justamente a omissão do Estado nas periferias que abre caminho para os traficantes estabelecerem a sua ordem e as suas leis. Não podemos compactuar que essa dinâmica tome a escala nacional que vem adquirindo. Invadir uma reitoria de uma universidade não é um protesto aceitável, incendiar ônibus não é um protesto, destruir propriedades públicas e privadas não é protesto. Vandalismo não é protesto, é apenas vandalismo.   E se seu objetivo é amedrontar a população ou deliberadamente atacar o Estado, então é terrorismo.

A democracia exige que as instituições sejam respeitadas e não atacadas. O direito à livre manifestação é sagrado e não deve ser restringido. Entretanto, a baderna e o vandalismo são grandes inimigos da manifestação livre, democrática e ordeira. Lembre-se que quando os “cara-pintadas” tomaram as ruas não usaram violência para tirar um presidente do poder. Nem mesmo as manifestações das Diretas ficaram marcadas pela violência. O vandalismo é a prova da falta de uma causa concreta. É apenas confronto mobilizado pela internet contra quem quer que se oponha.

O protesto, todos já perceberam, é mera fachada para que esses delinquentes (sociopatas) descarreguem seu ódio social. Algumas reivindicações sequer mesmo fazem sentido, como o desejo de passagem gratuita no transporte público.

É hora de voltar à razão e de dizer um basta. Não existe paz em uma sociedade em que a desordem impera. Os governos são tolerantes porque acreditam que a sociedade assim prefere. É hora de dizer que no país que queremos a lei deve ser respeitada e a ordem deve ser mantida. Ou isso ou seremos uma sociedade de bichos vivendo na lei do mais forte.

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