Quem são os mais de cem deputados que apoiam o impeachment de Bolsonaro

Monitoramento feito pelas redes sociais dos parlamentares aponta que 110 dos 513 deputados já se manifestaram favoravelmente ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o site Placar do Impeachment, que faz a atualização dos dados, 55 já se posicionaram contrariamente a uma eventual abertura de processo contra o presidente e 349 não opinaram. Para que um processo dessa natureza seja admitido pela Câmara é necessário o apoio de pelo menos 342 deputados.

O movimento Vem Pra Rua, responsável pelo levantamento, já utilizou a ferramenta anteriormente  em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Dessa vez, o grupo se mobiliza contra o atual presidente. Veja o posicionamento de cada deputado, segundo o Placar do Impeachment.

As declarações em favor do impeachment foram feitas por parlamentares dos mais diferentes espectros ideológicos, indo desde partidos mais à esquerda como o PT e Psol, oposição declarada, até o PSL, partido pelo qual o presidente chegou ao poder e hoje se divide entre aliados e rivais do presidente.

Entre os deputados estão alguns dos ex-aliados do presidente, que se tornaram desavenças declaradas como Joice Hasselmann (PSL-SP) e Alexandre Frota (PSDB-SP). O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que ganhou projeção durante as mobilizações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, sendo um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), também  fez declarações pedindo o afastamento do governante. Veja algumas das declarações:

Veja a lista completa dos parlamentares que se declararam a favor do impeachment:

 

Informações retiradas do seguinte site:

>Oposição aumenta pressão por impeachment e volta do Congresso

Pela página, é possível pesquisar e filtrar a posição de cada deputado sobre o assunto. Desde o início do governo, Bolsonaro virou alvo de 61 pedidos de impeachment na Câmara. Dentre eles, seis foram rejeitados sumariamente pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por questões protocolares. Outros 56 seguem na gaveta. A duas semanas de concluir sua gestão, Maia tem dito que o assunto terá de ser tratado em algum momento no futuro.

“Eu acho que esse tema de forma inevitável será discutido pela casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do Ministério da Saúde”, afirmou Maia.

A oposição pretende apresentar esta semana um novo pedido de impedimento do presidente com base na denúncia de negligência do governo no enfrentamento da pandemia de covid-19 em Manaus, com o desabastecimento de oxigênio. Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo (17), o governo federal admite que tinha conhecimento da falta do estoque do material em vários hospitais do município oito dias antes do colapso.

Autores do novo pedido, Rede, PSB, PT, PCdoB e PDT, que reúnem 119 deputados, citam o colapso da saúde em Manaus e diz já ter passado a hora de o Congresso reagir. Para esses partidos, Bolsonaro cometeu "crimes de responsabilidade em série" na condução da pandemia.

"O presidente da República deve ser política e criminalmente responsabilizado por deixar sem oxigênio o Amazonas, por sabotar pesquisas e campanhas de vacinação, por desincentivar o uso de máscaras e incentivar o uso de medicamentos ineficazes, por difundir desinformação, além de violar o pacto constitucional entre União, Estados e Municípios", diz nota conjunta dos partidos.

>Câmara acumula 61 pedidos de impeachment contra Bolsonaro; veja lista

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