Maia promete a Bolsonaro empenho pessoal para votar Previdência na Câmara no primeiro semestre

Em sua visita ao Palácio da Alvorada no fim de semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu ao presidente Jair Bolsonaro que seguirá articulando em prol da reforma da Previdência. Garantiu empenho para finalizar a análise da proposta de emenda à Constituição na Casa ainda esse semestre e disse que, no que depender dele, enquanto a PEC tramita na comissão especial ao longo dos próximos dois meses, serão reunidos os votos necessários para aprovar o texto no plenário - ao menos 308 em cada turno.

A aliados, Maia afirma que a PEC não tem, hoje, nem mesmo metade dos votos necessários para ser votada no plenário. Para ele, o convencimento da massa precisa ser feito ao longo dos trabalhos da comissão especial. Nesta terça (30), o presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PR-AM), disse que quer votar a proposta por lá em junho. Em seguida, o texto está pronto para análise no plenário, em dois turnos.

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Nos bastidores, Rodrigo Maia já disse que prefere estender a análise na comissão especial do que fazer uma votação rápida neste colegiado e deixar a PEC em suspenso, sem votos, aguardando o momento certo, "como ocorreu com a do Michel [Temer]". A PEC da Previdência de Temer foi analisada rapidamente nas comissões, demonstrando uma força do governo que não repercutiu no plenário.

Para reunir os apoios necessários e cumprir a promessa que fez a Bolsonaro, o presidente da Câmara tem conversado com governadores e cobrado que eles atuem junto a suas bancadas para recolher votos. Dialoga também com a equipe econômica e as lideranças do governo, para que eles fortaleçam a base governista.

Ficou claro, na votação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a fragilidade do PSL e a ausência de uma base do governo da Câmara. Foi necessária uma intervenção de Rodrigo Maia para garantir a aprovação da proposta e não atrasar ainda mais o calendário.

Agora, ele tem atuado na linha de frente. Na segunda (29), esteve com o ministro da Economia, Paulo Guedes, junto com o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PR-AM), para discutir o calendário do colegiado. É lá que a PEC vai tramitar ao menos pelo próximo mês e meio.

 

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