Maia defende gestão articulada entre governo, estados e municípios

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter sido satisfatória a reunião dessa manhã de quarta-feira (20), em que Jair Bolsonaro se comprometeu a sancionar o projeto de lei de socorro financeiro a estados e municípios.

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“A conversa com governadores foi boa, todos apoiando o projeto. O mais importante é que nós vamos ter uma queda de arrecadação e que os governadores e prefeitos vão receber recursos para que eles possam continuar pagando os salários dos seus servidores em dia”, disse. O recurso, apontou, deve chegar “nos próximos dias, ou até o fim do mês”.

O presidente da Câmara disse ainda que a reunião pode ter sido o início da construção de um diálogo ampliado entre governadores e o chefe do Executivo. Segundo Maia, é preciso ter uma convergência e tentar preservar o sistema público de saúde além de reduzir os danos da economia.

“A saúde é sempre prioridade e uma preocupação, na área da economia os programas precisam ter mais efetividade. Os recursos não estão chegando nas micro e pequenas empresas, as médias ainda não foram atendidas, parece que sai uma MP nos próximos dias. Tem muitas pequenas e médias empresas que ainda não foram atendias pelos programas do governo. O resto é gestão articulada entre governo federal, estados e municípios e nós também vamos ter de administrar juntos a situação de caixa de estados e municípios porque ainda vai continuar caindo.”

Nos próximos dias, Maia também deve avançar na conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para desenharem o melhor modelo de proposta de adiamento das eleições municipais. A ideia é montar um colegiado com os líderes das duas casas para pensar em novas datas para o pleito, que pode ocorrer entre 15 de novembro ou no primeiro domingo de dezembro.

Sobre as reformas tributária e administrativa, Maia disse estar otimista e que os temas devem ser colocados em pauta ainda em 2020.

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“Um país que precisa enfrentar a crise com expansão de gasto, mas sabemos que a nossa capacidade de expandir gastos não é a mesma dos Estados Unidos, mas vamos ter de fazer esse esforço. Ele é fundamental e todos estão apoiando, mas nosso endividamento vai crescer muito, como já temos a previdência aprovada desde o ano passado, agora precisamos da reforma administrativa, não apenas para congelar salários, mas melhorar a qualidade do gasto público”, concluiu.

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