CPI pede quebra de sigilos de Dias e amplia requisição de dados de Pazuello

O ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, entrou na mira da CPI da Covid. Nesta quarta (30) o colegiado aprovou a quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário de Dias. Paralelo a isso, a também decidiu requisitar os dados fiscais e bancários do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A comissão havia pedido a quebra dos sigilos telefônico e telemático do general, anteriormente.

Dias foi citado em denúncias de um esquema de propina para aquisição de vacinas contra a Covid-19 e exonerado nesta quarta. De acordo com matéria da Folha de S. Paulo ele chegou a cobrar um valor adicional de US$ 1 por cada vacina para fechar um contrato de 400 milhões de doses. O responsável pela denúncia é o representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira. De acordo com ele, propina foi cobrada para aquisição dos imunizantes da AstraZenica.

Roberto Ferreira Dias tem sido apontado como indicação do líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) e do ex-deputado Abelardo Lupion. Ele ingressou no Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Durante reunião da CPI da Covid, também nesta quarta, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) rebateu as críticas. Ele afirmou que que a AztraZeneca não tinha intermediários no Brasil e todas as vacinas são feitas por acordos do governo direto com instituições multilaterais. "Importante destacar ainda que a AstraZeneca, por meio de nota à imprensa, informou não ter intermediários no Brasil, e que todas as doses de vacina do laboratório estão disponíveis por meio de acordos firmados por governos e organizações multilaterais."

Bezerra acrescentou que Ricardo Barros se dispôs a comparecer à CPI para prestar os esclarecimentos necessários. Ele citou, ainda, uma notícia-crime enviada à Procuradoria-Geral da República contra Bolsonaro e que foi interrompida por falta de elementos, conforme ele diz, para prosseguir.

O senador encampou o argumento de que Roberto Dias, o ex-diretor, foi conduzido ao cargo pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

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