Álvaro Dias defende que reforma partidária seja feita fora do Congresso

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) criticou nesta terça-feira (17) o projeto de lei  que abre brecha para o aumento do fundo eleitoral, que financia as campanhas políticas.

"Obviamente temos que realizar uma reforma política competente, isso que se pretende hoje não é reforma política, também não é reforma eleitoral, é uma reforma às avessas porque traz no seu bojo algumas imoralidades que se constituem em verdadeira cusparada no rosto da população", disse ao Congresso em Foco.

O líder do Podemos no Senado Federal afirma que o Congresso Nacional não será autor de um projeto que corresponda ao que a sociedade espera.

"Se esperarmos que o Congresso vá fazer um projeto dessa natureza, vamos perder o nosso tempo. Eu vinha pregando desde antes das eleições que caberia ao presidente da República a tarefa de constituir uma comissão de especialistas fora do Congresso, longe do corporativismo, para redigir uma proposta de reforma política que seria subscrita pelo presidente da República e encaminhada ao Congresso Nacional", declarou o senador paranaense.

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O paranaense classificou como "colcha de retalhos" todo projeto de reforma política de autoria do Poder Legislativo.

"Enquanto nós não fizermos isso vamos ficar sempre trabalhando com uma colcha de retalhos, com algumas decisões que, sem sombra de dúvida, com o objetivo de oportunismo, de resolver problemas criados e facilitar problemas futuros no campo eleitoral", afirmou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) tentou na quarta-feira (11) votar no Plenário do Senado o projeto de lei sem antes uma análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A intenção causou insatisfação e Dias foi um dos líderes partidários que entrou em obstrução.  A matéria não foi apreciada na ocasião, mas a intenção é que seja votada nesta semana.

O PL já foi apreciado pela Câmara dos Deputados e se for aprovado no Senado vai a promulgação do presidente Jair Bolsonaro. Para valer nas eleições municipais de 2020, o texto precisa ser sancionado até outubro.

O senador designado para relatar o texto é Weverton Rocha (PDT-MA). De acordo com ele, para ser votado essa semana vai precisar ser fechado um acordo com líderes partidários na Casa Legislativa.

Outra medida é a volta da propaganda eleitoral gratuita, também bancada pelos cofres públicos.

 

 

 

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