Deputado pede que MP apure se assessor de Bolsonaro cometeu crime

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pediu que o Ministério Público apure se Filipe Martins, assessor de assuntos internacionais do presidente Jair Bolsonaro, cometeu um crime e/ou ato de improbidade administrativa ao fazer, em sessão do Senado transmitida ao vivo, gesto associado a movimentos racistas.

A representação (íntegra) foi protocolada nesta quinta-feira (25) na Procuradoria da República do Distrito Federal e afirma que o assessor "fez deliberadamente diante das câmeras da TV Senado um gesto que pode significar um vil xingamento ou um símbolo racista, em qualquer situação um grave ato de improbidade administrativa".

Veja o momento em que o assessor gesticula:

Na ocasião, o assessor acompanhava o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em sessão temática da Casa sobre a aquisição de vacinas contra a covid-19.

"Para grupos de extrema direita em diversas localidades do mundo, esse gesto significa a supremacia branca, ou o 'white power' defendidos por racistas que integram esses grupos", diz a representação.

O parlamentar lembra que, além do gesto ser associado a supremacistas, no Brasil, também ganha significado obsceno, "o que colocaria o representado como um indivíduo que desacatou o Senado Federal, em pleno exercício de sua função pública durante uma audiência naquele local".

Ao MP, Alencar reforça que Filipe Martins fez o gesto em pleno exercício de suas funções
públicas, pago com dinheiro público. "As imagens falam por si só e dispensam maiores digressões, sendo de rigor a devida apuração do caso para a adoção das medidas cabíveis", pede.

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