Lideranças partidárias se posicionam sobre ações do presidente

As declarações do presidente Jair Bolsonaro durante os atos do Sete de Setembro atraíram o repúdio das lideranças de diversos partidos, que se posicionaram tanto internamente quanto nas redes sociais. Em alguns casos, o impeachment do presidente chega a ser cogitado, diante das ameaças de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) em seu discurso em São Paulo.

No caso do PSDB, a resposta final à postura do presidente ainda é assunto de debate. Todos os membros da Comissão Executiva Nacional, Deputados Federais e Senadores do partido foram convocados para uma reunião hoje às 14h30 para discutir a abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro e eventuais medidas legais relacionadas.

No PSD, a postura foi parecida e uma comissão será formada para também debater o impeachment, desta vez formada pelo líder do partido na Câmara, Antonio Brito, pelo presidente da legenda Gilberto Kassab e seu líder no senado, Nelson Trad. “Começam a surgir indicativos importantes, que podem justificar o impeachment. A fala de que o presidente não vai acatar decisões judiciais é muito preocupante”, declarou Kassab.

No PDT, o presidente da legenda, Carlos Lupi, considera que as últimas ações de Bolsonaro foram uma tentativa de afastar a atenção de outros problemas de seu governo. “O profeta da ignorância tenta se agarrar ao público que lhe é fiel por sua pauta de direita, homofóbica e racista para desviar o foco da realidade de seu desgoverno em crise profunda de energia, inflação galopante e desemprego recorde”, declarou nas redes sociais.

Marina Silva, presidente do partido Rede Sustentabilidade, também se posicionou sobre as ameaças de Jair Bolsonaro. “Bolsonaro sempre demonstrou não ter limite, mas o Brasil o limitará, sem dúvida! Não vamos abrir mão da democracia por causa de um delírio ditatorial. Não adianta recorrer a uma suposta coragem para desafiar as instituições. Ele não passa de um autoritário irresponsável”, publicou em seu perfil no Twitter.

No PT, a presidente Gleisi Hoffmann associa nas redes sociais o discurso de Bolsonaro ao medo do judiciário. “Até agora os atos de Bolsonaro estão aquém do esforço empreendido e dos dinheiros obscuros utilizados. São atos deles, para eles, que demonstram pavor do chefe com inquérito que o envolve no Supremo. A maioria do povo que sofre com a crise foi esquecida por eles e também os ignorou nesse dia. (...) Os discursos de Bolsonaro escancaram o medo que ele tem da Justiça. Terá de explicar de onde veio o dinheiro para bancar seus atos de intimidação”.

Já no PSB, a resposta ao presidente veio na forma de uma nota de repúdio, onde consideram que "Em lugar, portanto e infelizmente, de um estadista preocupado com as crises que afligem impiedosamente o Brasil neste Sete de Setembro, nos vimos frente a um agitador, cuja única obsessão consiste em prover fartamente o pão para o circo que anima, especialmente concebido para radicalizar ainda mais seguidores fascinados pelas promessas horripilantes e deletérias do mais franco e escancarado fascismo.". O partido também ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo contra a Medida Provisória editada pelo presidente que restringe a remoção de conteúdo nas redes sociais por parte de suas plataformas.

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