Políticos reagem à saída de Teich: “Bolsonaro quer um charlatão fanático”

Deputados, senadores, presidentes partidários e ex-ministros dos mais variados partidos reagiram nesta sexta-feira (15) ao pedido de demissão de Nelson Teich do Ministério da Saúde.

O antecessor de Teich no cargo, Luiz Henrique Mandetta, não fez menção direta ao acontecimento, mas se manifestou no Twitter na hora da decisão:

"Enquanto milhares morrem perdemos tempos em políticas de tentativas e erro", afirmou em nota o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

Teich tomou posse no dia 17 de abril, depois de saída conturbada de Luiz Henrique Mandetta. O médico oncologista vinha tendo divergências com o presidente Jair Bolsonaro em função do uso da cloroquina no tratamento da covid-19. Entre os cotados para substituir Teich, está o secretário-executivo, número dois do ministério, general Eduardo Pazuello.

Veja a seguir como reagiram os políticos:

Sergio Moro

PSDB

"A saída de Nelson Teich do ministério da Saúde confirma o que os brasileiros já sabiam. O governo brasileiro não tem planos factíveis para combater a pandemia que nos ameaça. Ao invés de buscar soluções, o presidente tem preferido desmoralizar agentes públicos e confrontar governadores e prefeitos que realmente fazem o trabalho de combate à doença. Enquanto milhares morrem perdemos tempos em políticas de tentativas e erro. A sociedade, apreensiva e perplexa, merece mais respeito, mais seriedade, menos desgoverno, menos absurdo".

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz

Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Líder do PSL na Câmara, Joice Hasselmann

Marcelo Freixo (Psol)

 

Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade e deputado federal

"Saiu quem não tinha entrado. Nesta sexta (15), o ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu exoneração do cargo, mas não sei se alguém percebeu, já não fazia diferença. O médico, apesar de conhecimento técnico, não conseguia expor suas ideias, não sabia lidar com a imprensa, teve dificuldade de se ambientar e era desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro o tempo todo, ou seja, não fez nada de significativo nos 28 dias que ficou no cargo.

Desejo sorte ao sr. Teich na sua carreira, mas desejo ainda mais que o Governo Federal seja capaz de colocar alguém com envergadura para conduzir o ministério mais importante nesse momento de crise.

Duvido que alguém consiga fazer o presidente aprender com a ciência e perceber que reduzir o isolamento social é colocar mais brasileiros na fila de espera por uma vaga na UTI. O Brasil precisa de liderança, mas vai ser difícil encontrar um ministro que seja capaz de lidar, ao mesmo tempo, com a crise sanitária e com os impulsos de Jair Bolsonaro". 

José Guimarães (PT-CE), líder da minoria na Câmara

"O povo brasileiro não é cobaia! Bolsonaro quer que o ministro da Saúde use a cloroquina para agradar a interesses norte-americanos em plena pandemia. Esta é a razão principal da demissão de Nelson Teich. É um governo que está aos frangalhos! Quem tem o mínimo de juízo e compromisso com a saúde pública e a ciência não vai aceitar esse tipo de conduta do presidente da República. É mais um ministro que cai, e é mais um andar que se sobe na necessidade de tirarmos esse governo. Bolsonaro é um mal para o Brasil e representa uma doença enorme para a saúde pública brasileira. É por isso que nós não podemos mais continuar sem apertar, sem mobilizar o país, pois Bolsonaro não tem mais condições de continuar governando o Brasil". 

 

>Nelson Teich pede demissão do Ministério da Saúde

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