Plano de investimento do governo enfrenta crítica do Ministério da Economia

O Plano Pró-Brasil, anunciado ontem (22) à noite pelo governo federal, é alvo de críticas de economistas e do próprio Ministério da Economia por não apontar como vão ser bancados os investimentos. A iniciativa prevê uma série de estímulos em obras de infraestrutura e vai envolver principalmente os ministérios de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura. As duas pastas ficarão sob a coordenação da Casa Civil.

O plano foi anunciado pelo ministro da Casa Civil, general Braga Netto. A apresentação não contou com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, nem de ninguém de sua equipe. Durante a apresentação, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que serão investidos R$ 30 bilhões apenas nas ações relacionadas a sua pasta.

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A matéria tem sido comparada do Plano Marshall, organizado pelos Estados Unidos no final da década de 1940 para recuperar os países aliados europeus afetados pela Segunda Guerra Mundial.

Antes mesmo do anúncio, o secretário de desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, criticou a iniciativa. “O ‘Plano Marshall’ gestado pela Casa Civil é um pouco diferente dos planos do Ministério da Economia. O Plano Marshall dependeu do dinheiro americano. E nós não temos dinheiro sobrando mais. As finanças nossas foram absolutamente esgotado”, afirmou.

Na apresentação feita pelo ministro Braga Netto também foi divulgado um resumo da iniciativa, uma apresentação em sete slides (íntegra). A simplicidade do conteúdo foi amplamente criticada nas redes sociais, sobretudo por economistas.

Na apresentação feita pelo ministro Braga Netto também foi divulgado um resumo da iniciativa, uma apresentação em sete slides. A simplicidade do conteúdo foi amplamente criticada nas redes sociais, sobretudo por economistas.

O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), liga ao Senado, Felipe Salto, escreveu no Twitter:

“Enquanto se empilham mortos em Manaus, o governo anuncia o 'ProBrasil'. Trata-se de 7 slides (com a capa). Nenhum número. Palavras ao vento. Promessa de centenas de bilhões em investimentos em 30 anos (!). O que significa isso?”.

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