Heleno critica pedido de Cármen Lúcia sobre atuação de militares na Amazônia

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general da reserva Augusto Heleno, criticou neste sábado (5) determinação da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o governo explique o uso das Forças Armadas na Amazônia. Segundo Heleno, se a ministra conhecesse a área, perguntaria o que seria dela sem as Forças Armadas.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, terão o prazo de cinco dias para remeter as informações ao Supremo.

A ministra atendeu pedido do Partido Verde (PV), sigla ligada às causas ambientais, que argumentou que a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia consiste em uma “verdadeira militarização da política ambiental brasileira” e esvaziamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e dos demais órgãos de proteção ambiental.

Um decreto presidencial instituiu a Operação Verde Brasil 2, autorizando a atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira, em terras indígenas e unidades de conservação ambiental. Além disso, governadores em áreas federais dos estados da Amazônia legal podem solicitar às Forças Armadas ações preventivas e repressivas contra o desmatamento ilegal e focos de incêndio, cabendo ao Ministério da Defesa definir a alocação dos recursos utilizados.

Em outra publicação, alusiva ao Dia da Amazônia, celebrado neste 5 de setembro, Heleno escreveu que a região é cobiçada por seu santuário de riquezas.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mês de agosto teve o segundo pior resultado de queimadas na Amazônia dos últimos dez anos. Foram registrados 29.307 focos de calor no mês passado, volume acima da média histórica de 26 mil focos para este mês e apenas 5% inferior aos alarmantes 30.900 registrados no mesmo mês de 2019.

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