Governo atropela Regina Duarte, e maestro que associou rock ao satanismo volta à Funarte

O maestro Dante Mantovani, que havia sido demitido em março pela secretária nacional de Cultura, Regina Duarte, está de volta à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). O retorno dele foi confirmado na edição desta terça-feira (5) do Diário Oficial da União. O ato é assinado pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto.

Ligado ao escritor Olavo de Carvalho, Mantovani foi demitido por Regina no mesmo dia em que a atriz assumiu a secretaria. O maestro despertou atenção pelas publicações que compartilhava nas redes sociais. Em um vídeo no Youtube, ele associou o rock ao satanismo e ao aborto.

"O rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo", disse Mantovani.

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Em outros vídeos, o maestro reproduziu a versão de que comunistas infiltrados na CIA foram responsáveis por distribuir LSD para jovens em Woodstock com o objetivo de destruir a família, apontada como "base" do capitalismo.

Para o presidente da Funarte, o rock foi uma estratégia criada pelo marxismo para destruir a moral, base da sociedade burguesa americana, ao atingir a juventude e por sua vez "desestabilizar"  as bases da sociedade capitalista.

A volta dele ao cargo é mais um sinal de “fritura” de Regina Duarte à frente da Secretaria Nacional de Cultura. Ela tem sido atacada por aliados do presidente Jair Bolsonaro e por seguidores de Olavo de Carvalho.

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“Infelizmente a Regina está trabalhando pela internet ali e eu quero que ela esteja mais próxima. Uma excelente pessoa, um bom quadro, é também uma secretaria que era ministério, muita gente de esquerda, pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite e ela tem dificuldade nesse sentido”, disse Bolsonaro no dia 28 de abril.

Mantovani chegou ao comando da Funarte pelas mãos do ex-secretário de Cultura Roberto Alvim, antecessor de Regina. Alvim foi demitido depois de anunciar o lançamento de um prêmio cultural com um discurso semelhante ao feito por Joseph Goebbels, ministro de Propaganda da Alemanha nazista.

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