General Ramos elogia resultados eleitorais do Centrão

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, elogiou o desempenho nas urnas dos partidos do Centrão, que integram a recém-organizada base aliada do governo no Congresso. Ramos, que é o responsável pela articulação política do governo, escreveu no Twitter que PSD, PP, DEM e MDB são os partidos campeões em termos de prefeitos eleitos.

No primeiro turno, das 26 capitais brasileiras, o DEM conquistou três prefeituras e o PSD levou outras duas. No segundo turno, o MDB disputa 7 prefeituras e o PP pleiteia outras duas.

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Ramos também considerou que a esquerda saiu derrotada do pleito, mas citou apenas dados do PT, desconsiderando siglas como PDT, Psol, PSB e PCdoB. “A esquerda perdeu muito espaço no cenário político. Além disso, os partidos aliados às pautas e ideais do Governo Bolsonaro saíram vitoriosos”, concluiu Ramos.

A análise de Ramos é apresentada depois da derrota dos candidatos do presidente Jair Bolsonaro nas eleições municipais. Apenas dois dos seis candidatos a prefeito de capitais que o presidente declarou apoio explícito foram ao segundo turno: Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza. Nenhum ganhou no primeiro turno.

Além dos candidatos a prefeito de capitais, o chefe do Executivo também fez campanha por diversos candidatos a vereador. Entre eles, seu ‘filho 02’, Carlos Bolsonaro (Republicanos), que foi eleito com 35 mil votos a menos do que em 2016.

Candidata de Bolsonaro, ‘Wal do Açaí’ conseguiu apenas 266 votos em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A primeira esposa do presidente, Rogéria Bolsonaro, recebeu 2.034 votos e não se elegeu.

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que os partidos de centro foram “os grandes vencedores” do pleito e disse que não se pode colocar na conta de Bolsonaro os resultados dos candidatos que o presidente apoiou.

“Não pode se debitar nada em relação ao presidente Bolsonaro, porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos aí, muito pouco. Você sabe que o presidente está sem partido e, sem uma estrutura partidária, fica difícil participar de uma eleição”, afirmou Mourão.

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