Em pronunciamento, Bolsonaro desestimula atos por risco de coronavírus

Em pronunciamento exibido na televisão na noite desta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a desestimular os atos do próximo domingo (15) em função do risco de contaminação pelo novo coronavírus.

O chefe do Executivo alertou para recomendação das autoridades sanitárias de que sejam evitadas grandes concentrações populares. “Queremos um povo atuante e zeloso com a coisa pública, mas jamais podemos colocar em risco a saúde da nossa gente”, disse ele.

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“Os movimentos espontâneos e legítimos, marcados para o dia 15 de março, atendem aos interesses da nação. Balizados pela lei e pela ordem demonstram o amadurecimento da nossa democracia presidencialista e são expressões evidentes de nossa liberdade. Precisam, no entanto, diante dos fatos recenes, ser repensados. Nossa saúde e de nossos familiares devem ser preservadas”.

Antes da veiculação do pronunciamento, Bolsonaro já havia sugerido adiamento das manifestações do próximo domingo (15) em transmissão ao vivo exibida minutos antes do pronunciamento em rede nacional de televisão.

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“O Brasil mudou. O povo está atento e exige de nós respeito pela constituição e zelo pelo dinheiro público. Por isso, as motivações da vontade popular continuam vivas e inabaláveis”, disse o presidente.

No pronunciamento, Bolsonaro disse ainda que o sistema de saúde brasileiro, como os dos demais países, tem um limite de pacientes que podem ser atendidos.

“O governo está atento para manter a evolução do quadro sob controle. É provável, inclusive, que o número de infectados aumente nos próximos dias, sem, no entanto, ser motivo de qualquer pânico”.

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