Carta de diplomatas engrossa pressão do Congresso por demissão de Ernesto

A pressão pela demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, aumentou ainda mais neste fim de semana. Parlamentares, que já tinham questionado a atuação do chanceler em sessões das quais ele participou na Câmara e no Senado na semana passada, engrossaram o coro após a divulgação de uma carta simbolicamente assinada por centenas de diplomatas criticando a gestão do chefe da pasta.

No manifesto (leia a íntegra), os diplomatas citam os inúmeros equívocos registrados na condução da política internacional desde o início do governo de Jair Bolsonaro, e reforçam que a pandemia agravou ainda mais o cenário.

"Nunca foi tão importante apelar à mudança e à retomada das melhores tradições do Itamaraty e dos preceitos constitucionais – conquistas da nossa sociedade e instrumentos indispensáveis para a promoção da prosperidade, justiça e independência em nosso país", destacam.

Na última quarta-feira (24), Ernesto compareceu a sessões da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e do plenário do Senado para prestar esclarecimentos sobre as negociações para aquisição de vacinas e outros insumos necessários no combate à pandemia. Sem respostas concretas por parte do chanceler, parlamentares chegaram a implorar que ele deixe o cargo.

A divulgação da carta por diplomatas neste sábado (27) intensificou ainda mais o desgaste político do ministro. De acordo com a líder do Psol na Câmara, Talíria Petrone (RJ), a sigla protocolou na Procuradoria Geral da República (PGR) pedido de afastamento do ministro.

Veja algumas das manifestações dos parlamentares: 

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