Vídeo-reportagem expõe o abandono de uma sociedade na rota das balas perdidas

 

Um chocante relato em imagem e som sobre a dor e a impotência de um população desassistida. Eis um resumo aceitável para o vídeo-reportagem “Bala Perdida”, de título autoexplicativo, sobre as desditas de uma terrível rotina para milhares de cidadãos fluminenses de baixa renda, onde o Estado não se faz tão presente – ou mesmo ausente, em territórios dominados pelo tráfico ou por milícias armadas.

Produzido pela Agência Púbica, o vídeo-reportagem expõe em dez minutos o sofrimento de famílias em situações de tristeza, como enterros e velórios de vítimas de tiroteios. Intercalando informações com entrevistas com personagens diversos, como parentes de vítimas e dirigentes de entidades, o filme lembra que, nos últimos dez anos, 35 crianças morreram depois de terem sido atingidas por disparos de origem desconhecida. Seis delas apenas neste ano, segundo a ONG Rio de Paz.

Em outra informação veiculada no filmete, reportada pelo jornal O Globo com base em informações da Polícia Civil, mostra que entre janeiro de 2016 e junho de 2017 cerca de 1,4 mil pessoas perderam a vida ou ficaram feridas depois de atingidas por balas perdidas.

“Considera-se uma ‘vítima de bala perdida’ a pessoa que não tem participação ou influência sobre o disparo de arma de fogo”, explica o vídeo, que também reúne registros nervosos sobre arrastões na Linha Vermelha, rodovia que costuma ser palco de assaltos violentos no Rio de Janeiro.

Veja o material completo publicado pela Agência Pública:

 

 

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