Tolentino não sabia destino dos cheques, diz advogado

Considerado braço direito de Marcos Valério, Rogério Lanza Tolentino é acusado de ter participado da negociação de empréstimos para financiar o mensalão

Advogado apontado como integrante do núcleo operacional do mensalão, Rogério Lanza Tolentino, segundo seu advogado, não sabia do destino de três cheques que supostamente financiaram a compra de votos da base aliada. Os cheques assinados por ele foram entregues à cúpula do PP. Seu defensor, Paulo Sérgio Abreu e Silva, disse também que ele nunca participou da negociação de empréstimos no Banco BMG. Ele admitiu, no entanto, que Tolentino praticou caixa 2, crime eleitoral que recebeu multa como punição.

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Abreu e Silva é o segundo advogado a subir na tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7). Assim como seu antecessor, Castellar Guimarães Filho, responsável pela defesa de Cristiano Paz, e os outros cinco advogados que falaram ontem (6), ele não poupou críticas à acusação feita pela Procuradoria-Geral da República. Apesar de dizer que não iria comentar a peça, afirmou que o documento é um "roteiro para novela das 20h".

Na sexta-feira (3), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação de 36 dos envolvidos. Abreu e Silva, que qualificou a denúncia como "ruim e fraca", disse que as defesas tentaram demonstrar que os fatos apresentados na denúncia não são verdadeiros. "Perícias, laudos, nada aparece em análise. Só pode ser preguiça mental do procurador", disparou.

Tolentino é apontado como integrante do chamado “núcleo operacional” ou “publicitário”. Participou da negociação de empréstimos com o BMG e o Rural e de contratos com o Banco do Brasil e a Câmara, considerados fraudulentos pela Procuradoria-Geral da República. É acusado de retirar R$ 410 mil de empréstimo simulado para mascarar o destino do dinheiro. "Não houve ação de Rogério em corromper. O empréstimo que ele tomou estava devidamente legal", afirmou.

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