Toffoli revoga prisão do ex-ministro Paulo Bernardo

Ministro do Supremo Tribunal Federal apontou “flagrante constrangimento ilegal” na prisão do ex-ministro pela PF, na última quinta-feira, em diligência da Operação Custo Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (29) a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, preso na última quinta-feira pela Operação Custo Brasil, da Polícia Federal, um dos mais recentes desdobramentos do Lava Jato. Toffoli, porém, recusou o pedido da defesa para que o caso fosse encaminhado da Justiça Federal de São Paulo para a Suprema Corte – onde a esposa de Paulo Bernado, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), por ter direito a foro privilegiado também é investigada por suspeita de caixa dois a partir de dinheiro desviado da Petrobras.

Em seu despacho, o ministro do STF afirmou que houve um "flagrante constrangimento ilegal" na prisão do ex-ministro. Toffoli afirmou que a decisão de mandar prender o ex-ministro petista se baseia, "de modo frágil", na conclusão de que Paulo Bernardo ""poderia interferir na produção de provas".

Veja a íntegra da decisão de Dias Toffoli

Em nota, os advogados de defesa de Paulo Bernardo afirmaram que a decisão de Toffoli "deixou claro que os fundamentos eram genéricos e que os requisitos legais e constitucionais [para a prisão] não estavam presentes".

Gleisi Hoffmann, que participava da reunião da Comissão de Impeachment no momento que o STF decidiu soltar seu marido, leu o despacho para os colegas. "Sabíamos que não tinha base nenhuma para esta prisão acontecer. Nunca nos recusamos a responder nada, mas não podemos admitir que a Justiça não seja seguida e que a decisão não seja respeitada", comentou a senadora após a leitura.

Leia abaixo nota divulgada pelos advogados de Paulo Bernardo:

“A decisão do Ministro Dias Toffoli, acolhendo pedido da defesa técnica, desconstruiu todos os fundamentos da prisão de Paulo Bernardo. Deixou claro que os fundamentos eram genéricos e que os requisitos legais e constitucionais não estavam presentes.

Rodrigo Mudrovitsch, Juliano Breda e Verônica Sterman”

Mais sobre a Operação Lava Jato

Mais sobre Paulo Bernardo

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!