STF condena Jefferson também por lavagem de dinheiro

Delator do esquema do mensalão é condenado pelo segundo crime. Na semana passada, ministros o consideraram culpado por corrupção passiva. Romeu Queiróz também foi condenado por lavagem de dinheiro

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal entendeu que o ex-deputado federal Roberto Jefferson, do PTB, é culpado no crime de lavagem de dinheiro. Delator do esquema do mensalão em 2005, o ex-parlamentar já havia sido condenado na semana passada também por corrupção passiva. Nesta segunda-feira (01), o Supremo completou dois meses de julgamento do mensalão. Ainda não há previsão de quando o processo deve terminar na Corte, mas estima-se que prossiga até o início de novembro.

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O voto do ministro Dias Tóffoli deu a maioria para a condenação, que também votou por sua condenação no crime de corrupção passiva. "Entendo irrelevantes as alegações da defesa de que era autorizada a doação entre partidos", afirmou Toffoli. Para o ministro, os parlamentares sabiam que os recursos recebidos por eles só eram pagos porque eram parlamentares. Em relação a Jefferson, o ministro considerou que o ex-parlamentar foi "astuto" para esconder a origem de R$ 4 milhões pagos pelo PT.

Toffoli também votou pela condenação do ex-deputado federal Romeu Queiroz, do PTB de Minas Gerais, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e absolveu o ex-tesoureiro da sigla, Emerson Palmieri dos dois crimes pois, segundo o ministro, Palmieri não tinha condições de saber que a origem do dinheiro era ilícita.

No núcleo do PL, (atual PR), o magistrado condenou o deputado Valdemar da Costa Neto, eleito por São Paulo, o ex-tesoureiro do partido Jacinto Lamas e o ex-deputado Bispo Rodrigues pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas absolveu Costa Neto e Lamas quanto a formação de quadrilha, seguindo o entendimento apresentado pela ministra Rosa Weber.

Conforme entendimento dos demais ministros e da própria acusação apresentada pelo Ministério Público, Toffoli votou pela absolvição de Antônio Lamas, ex-assessor do PL na Câmara e irmão de Jacinto Lamas.

O magistrado também absolveu os réus do PP, o deputado Pedro Henry, o ex-deputado Pedro Corrêa e o chefe de gabinete da liderança do partido na Câmara, João Cláudio Genú, do crime de formação de quadrilha. Do mesmo modo, o ministro absolveu Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg, ambos da corretora Bônus-Banval, pelos mesmos crimes, além de ter considerado Fischberg inocente em relação a acusação de lavagem de dinheiro.

Dessa forma, Toffoli encerrou a análise do item 6 da denúncia que analisa a conduta de 13 réus ligados aos partidos da base do primeiro governo Lula. Nove réus já foram condenados e um absolvido.

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