Sem acordo, policiais civis do Distrito Federal prometem radicalizar paralisação

Governo retira proposta apresentada antes da greve e categoria anuncia que vai entregar cerca de mil cargos de diretoria no Executivo, a partir desta terça-feira (16). Até o diretor da PCDF, Eric Seba, está prestes a sair

Prestes a entregar cerca de mil cargos de diretoria no Governo do Distrito Federal, os policiais civis tiveram mais uma rodada de negociações frustradas com o Executivo nesta segunda-feira (15). Sem acordo, a categoria – que reivindica isonomia salarial com a Polícia Federal – deve começar a abandonar as funções de confiança na gestão de Rodrigo Rollemberg já nesta terça (16).

O Sindicato dos Policias Civis (Sinpol-DF) aposta na entrega dos mil cargos de chefia – considerando os dos policiais civis e dos delegados, além da cúpula da PCDF – como o grande marco para demonstrar a insatisfação da categoria. Segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do DF (Sindepo), que também representa a classe, cerca de cem delegados vão entregar os cargos. Entre eles, estaria o atual diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba.

O governo alega que não tem recursos e, segundo o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, se o Executivo local não encontrar formas de aumentar a receita, não há como atender à demanda por aumentos salariais. “Precisamos arrumar recursos na ordem de R$ 1 bilhão para conseguir fechar o ano”, ressaltou o secretário.

De acordo com Sampaio, seria uma irresponsabilidade conceder o reajuste, uma vez que isso prejudicaria investimentos em outras áreas básicas, mas ressalvou que o governo espera encontrar alternativas para atender os policiais. “Vamos prospectar em outros locais, como a Câmara Legislativa, para dar vazão a esse pleito”, prometeu.

Insatisfeitos, os policiais estão dispostos a radicalizar o movimento – que chegou a parar de trabalhar durante dois dias em que a cidade estava sediando jogos das Olimpíadas. “Os policiais civis acreditaram no governador, mas a cada reunião ele fecha as portas para as negociações. O que vemos é uma injustiça com mais de nove mil famílias", afirmou Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF. "Chegamos ao nosso limite”, completou.

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