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Racionamento de água no Distrito Federal acaba em 15 de junho, diz Rollemberg

 

Após pouco mais de um ano de crise hídrica no Distrito Federal, o governo anunciou o fim do racionamento de água na capital. O corte semanal no fornecimento, realizado por meio de um rodízio entre as regiões administrativas do DF, será encerrado no próximo dia 15 de junho. A decisão foi tomada após o reservatório do Descoberto ultrapassar 90% da sua capacidade.

Durante o anúncio realizado nesta quinta-feira (3), o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou que a população reduziu em cerca de 12 a 13% o consumo de água. De cordo com ele, as captações no Ribeirão Bananal e no Lago Paranoá incrementaram o sistema em 1,4 mil litros por segundo.

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Como o menor nível de afluência do Descoberto ocorre no fim de novembro, quando o reservatório chega a algo em torno de 21,9% da sua capacidade, mas é compensado pelo período do chuvas, foi possível tomar a medida.  Rollemberg afirmou ainda que em dezembro o sistema Corumbá estará em operação, com 2,8 mil litros por segundo a mais de água para o DF.

Atualmente, 550 litros de água são captados a cada segundo no Ribeirão Bananal, no Lago Paranoá e no Sistema Santa Maria-Torto. Essas captações são usadas para abastecer cidades que antes recebiam água apenas da Barragem do Descoberto.

Obras para reverter a crise hídrica no DF

Para conter a crise hídrica, em outubro de 2017, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água do Lago Norte. A obra teve duração de cinco meses. A unidade capta água por meio de balsas flutuantes e faz o tratamento do recurso no próprio local.

No mesmo mês, o Distrito Federal também ganhou reforço de até 726 litros por segundo com a captação de água por meio do Subsistema Produtor de Água Bananal. Em andamento, mais de 70% das obras da adutora de água tratada do Sistema Produtor Corumbá, em Santa Maria (DF), estão prontos.

Início da crise

Em 2016, a escassez de chuvas em Brasília levou a Barragem do Rio Descoberto a atingir o nível mais baixo de sua história. O reservatório, responsável à época por abastecer 65% do Distrito Federal, estava com apenas 40% da capacidade no dia 16 de setembro daquele ano.

Por isso, na época, a Adasa declarou estado de alerta por situação crítica de escassez hídrica para Brasília. Ainda em setembro, a Caesb começou a fechar, como medida temporária, o abastecimento de algumas regiões para preservar os níveis de reservação e evitar falta de água em maior proporção.

Em outubro, quando o volume de água do Rio Descoberto atingiu 24,97%, a Caesb começou a aplicar 20% de tarifa de contingência na conta de água do consumidor. O recurso foi utilizado, entre outras ações, para promover campanhas publicitárias de conscientização, intensificar a fiscalização para evitar fraudes e substituir redes com vazamento.

Por fim, para assegurar a capacidade hídrica da cidade, em janeiro de 2017 foi anunciado pelo governo local o rodízio no fornecimento de água das regiões administrativas abastecidas pela Barragem do Descoberto. E as regiões abastecidas pelo Reservatório de Santa Maria, responsável pelo fornecimento de água de 24% da população de Brasília, entraram no rodízio em fevereiro do mesmo ano.

Com informações da Agência Brasília.

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