PPS vai pedir quebra de sigilos de filhas e genros de ex-diretor da Petrobras

Filha de Paulo Roberto Costa teria fechado contratos com empreiteiras que venciam licitações da estatal. Pedido de quebra de sigilos deve ser apresentado na próxima quarta

Líder do PPS na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (PR) anunciou neste domingo (15) que vai pedir a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático da mulher, das filhas e dos genros do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O pedido vai ser apresentado na próxima quarta-feira (18), na CPI mista instalada no Congresso para apurar supostas irregularidades na estatal.

De acordo com o líder, novas informações baseadas em investigações da Polícia Federal (PF) apontam para uma ampla participação de toda a família de Costa em esquema fraudulento envolvendo a petroleira brasileira. Rubens Bueno considera que a suspeita relacionada ao envolvimento da família do ex-diretor no esquema já tinha vindo à tona.

“A cada dia que passa, surgem mais e mais denúncias contra Costa envolvendo esquema milionário fraudulento que tinha como alvo os cofres da Petrobras. Precisamos descobrir o alcance da corrupção montada por ele dentro da empresa”, disse. Caberá à comissão aprovar ou não o pedido.

Na última terça-feira (10), em depoimento à CPI instalada no Senado para apurar as suspeitas envolvendo a Petrobras e controlada por governistas, Paulo Roberto Costa rebateu as acusações de que a empresa fosse “uma casa de negócios” e criticou a atuação da imprensa, que, segundo ele, divulgou “situações irreais”. Sem questionamentos incisivos, ele negou ter utilizado a companhia para se beneficiar em negócios.

Na quarta (11), por determinação da Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor da petroleira retornou à prisão porque o Supremo Tribunal Federal (STF) validou as provas da Operação Lava Jato, deflagrada pela PF para desbaratar esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Ele tinha sido preso pela primeira vez em março, quando foi deflagrada a operação, e solto em 19 de maio.

De acordo com reportagem da última edição da revista Época, investigação da PF aponta que, entre 2007 e 2009, contratos lucrativos foram fechados por Arianna Bachmann, uma das filhas de Costa, com empreiteiras que venciam licitações da Petrobras, precisamente em área comandada pelo ex-diretor. A Justiça decidiu liberar documentos das investigações para as comissões parlamentares.

 

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