Oposição convoca atos de protesto contra Bolsonaro em 85 cidades

Frentes e movimentos de oposição, além de entidades estudantis e sindicais, organizam atos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro para este próximo sábado (29) em pelo menos 85 cidades. Eles pedem o impeachment do presidente, novas medidas de proteção, incentivo à produção de vacinas nacionais e criticar cortes na educação. Os atos ganham fôlego com o avanço da CPI da Covid no Senado. 

Essa é a segunda convocação de atos contra o presidente desde o início da pandemia. A primeira ocorreu ainda no ano passado, na Esplanada dos Ministérios. 

Os grupos ainda se dividem quanto à realização manifestações presenciais durante a pandemia, mas representantes estudantis garantem a distribuição de kits de higienização com álcool em gel, máscaras e cestas básicas. 

"Os movimentos sociais estavam com a decisão de não promover os atos por conta das questões sanitárias. Em nenhum momento o Bolsonaro se preocupou com isso. Inclusive os atos que ele faz são sem máscara. Essa é uma preocupação grande nossa, levar máscara pra todo mundo, álcool pra todo mundo,deixar as pessoas com algum distanciamento", disse o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão. 

Além do impeachment do presidente, a pauta dos atos inclui retomada do auxílio emergencial para R$ 600, o fim da violência contra a população negra e indígena, cortes de verbas na Educação e as reformas administrativa e tributária.

De acordo com a presidente da União dos Estudantes Secundaristas (Ubes) Rozana Barroso, a CPI da Pandemia contribuiu em motivar os estudantes e sindicalistas a irem às ruas. 

"Estamos vivendo uma situação onde o Brasil está assistindo o mundo inteiro avançar na vacinação enquanto a gente retrocede. E foi por uma escolha, foi por um objetivo. Saber que tudo isso foi escolhido e ouvir todas as coisas que tem sido mostrado na CPI, nos indigna demais", falou.

Divulgação nas redes

Nas redes sociais, os atos ganharam reforço de políticos da oposição e artistas contra o governo.


Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência da República pelo Psol.

Talíria Peroni, deputada federal (Psol-RJ) lider da bancada do Psol na Câmara.

Veja quais cidades estão com atos marcados:

De acordo com as entidades, as manifestações estão previstas para ocorrer nas capitais e municípios de 25 estados e no Distrito Federal. Veja os lugares: 

  • AL - Maceió
  • AM - Manaus, Tefé, Presidente Figueiredo, Itacoatiara e Humaitá
  • AP - Macapá
  • BA - Ilhéus e Salvador
  • CE - Fortaleza e Juazeiro do Norte
  • DF - Brasília
  • ES - Vitória
  • GO - Goiânia e Catalão
  • MA - Caxias, São Luís e Imperatriz
  • MG - Belo Horizonte, Barbacena, Caratinga, Divinópolis, Governador Valadares, Itabirito, Juiz de Fora, Mariana, Montes Claros, Ouro Branco, Ouro Preto, Pouso Alegre, São João Del Rei, Uberaba, Uberlândia e Viçosa
  • MS - Dourados, Aquidauana, Campo Grande e Três Lagoas
  • MT - Cuiabá e Rondonópolis
  • PA - Belém, Abaetetuba, Altamira, Castanhal e Santarém
  • PB - João Pessoa, Campina Grande e Patos
  • PE - Recife, Caruaru e Garanhuns
  • PI - Teresina
  • PR - Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa e Maringá
  • RJ - Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes
  • RN - Mossoró e Natal
  • RO - Porto Velho
  • RS - Caxias do Sul, Passo Fundo, Porto Alegre, Bagé e Pelotas
  • SC - Florianópolis, Blumenau e Joinville
  • SE - Aracaju
  • SP - São Paulo, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, Assis, Campinas, Indaiatuba, Jacareí, Praia Grande, Santos, Taubaté e Ubatuba
  • TO - Araguaína e Palmas

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