Oposição adia para amanhã entrega de novo pedido de impeachment de Dilma

Segundo a liderança do PSDB, adiamento foi necessário para garantir a juristas mais tempo para incluir dados que indicam a continuidade da prática das "pedaladas fiscais" pelo governo em 2015

A oposição decidiu adiar de hoje para amanhã (21) a apresentação do novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo a liderança do PSDB na Câmara, o adiamento foi necessário para a "inclusão de dados e informações no pedido, que é assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Conceição Paschoal". A entrega estava prevista para as 10h desta terça-feira.

Na versão já encaminhada ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os juristas se baseiam nas "pedaladas fiscais" cometidas pelo governo em 2014, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), e nas irregularidades descobertas na Petrobras.

Para não dar margem ao argumento defendido pelo governo e por outros juristas de que a presidente não pode ser afastada do atual mandato por atos cometidos na gestão anterior, o novo pedido incluirá indícios de que as manobras fiscais continuaram em 2015, o primeiro ano do segundo governo Dilma.

O pedido de impeachment encabeçado por Hélio Bicudo, ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de São Paulo pelo PT, tem o apoio dos movimentos Brasil Livre, Contra a Corrupção e Vem pra Rua, que participaram das manifestações de rua contra o governo.

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