Nos jornais: empresa que doou para PR e ministra multiplica contratos

Folha de S. Paulo

Empresa que doou para PR e ministra multiplica contratos

Uma empreiteira do Paraná, que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010. Desde o início do governo Lula, a Sanches Tripoloni, de Maringá, vive um crescimento em seus contratos. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados). Em maio de 2009, a empresa foi declarada inidônea pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ou seja, proibida de fazer negócios com a administração pública.

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Rápido e afiado

Rápido e afiado

Auditoria concluiu que a licitação em que a empreiteira conquistou um contrato com o Dnit para fazer o contorno rodoviário em Foz do Iguaçu (PR) "deu-se de forma extremamente viciada". Entre as irregularidades, foi apontado um sobrepreço de R$ 9,9 milhões. Em dezembro passado, após recurso apresentado pela empreiteira, o TCU aceitou argumentos de que as provas colhidas contra a empresa não eram conclusivas, mas apenas "indiciárias". Ano passado, quando estava impedida de fechar contratos, a Tripoloni doou R$ 2,5 milhões para campanhas do PR, que controla o Dnit.

Do total, R$ 500 mil foram para o padrinho do diretor-geral afastado do órgão, Luiz Antonio Pagot, o senador Blairo Maggi (PR-MT). A construtora também repassou R$ 510 mil para a campanha da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Desde o início da crise nos Transportes, políticos do PR dizem, sem apresentar provas, que Paulo Bernardo atuou em prol de empreiteiras, o que ele nega.

Ministros do PT negam ter feito pedidos a Pagot

O ministro Paulo Bernardo e a ministra Gleisi Hoffmann disseram que os donos da construtora Sanches Tripoloni são apenas "conhecidos". Eles negaram ter pedido ao Dnit ou ao seu diretor Luiz Antonio Pagot que liberassem recursos para a obra da Tripoloni em Maringá (PR). "Não [pedi a Pagot]. Conseguimos uma emenda de bancada, a pedido da prefeitura de Maringá, que foi liberada", informou Bernardo. Sobre as doações de campanha, Gleisi disse que a iniciativa partiu da Tripoloni: "Visitei Maringá na campanha e eles perguntaram se podiam ajudar. Respondi que sim e pedi à minha assessoria que os procurasse. Está tudo devidamente registrado no site da Justiça Eleitoral".

Procuradoria vai apurar suspeita de fraude na Petrobras

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que o Ministério Público Federal vai apurar se a empresa Manchester Serviços, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), participou de uma fraude em uma licitação da Petrobras. O Tribunal de Contas da União também vai investigar o caso. A empresa procurou ao menos uma concorrente antes de uma licitação para apoio à gestão empresarial da estatal -um contrato de cerca de R$ 300 milhões. A lista de participantes não é divulgada antes do certame. O caso, revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", levantou a suspeita de que a Manchester teve acesso à lista antes da disputa.

Dilma contraria PR e confirma interino nos Transportes

A presidente Dilma Rousseff nomeou ontem o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, 60, para assumir definitivamente a pasta. O Planalto informou em nota que "o convite foi aceito".
À frente do ministério há nove anos, o PR fazia restrições ao nome, dizendo que Passos, filiado desde 2006, não contempla a legenda. Dilma tomou a decisão sem consulta prévia ao partido. Lideranças da sigla se reuniram ontem à noite para avaliar a indicação.

O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), limitou-se a dizer: "Cumpra-se". Ele desembarcava em Brasília quando recebeu a notícia da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Passos era o número dois de Alfredo Nascimento, derrubado semana passada por suspeita de irregularidades na pasta. Ao nomeá-lo, Dilma fez prevalecer sua vontade à do PR, mesmo sob ameaças veladas de rompimento.
O novo ministro passou os últimos dias sob bombardeio constante de líderes do próprio partido. Eles diziam que o aumento de gastos com obras aconteceu durante a campanha de 2010, quando Passos era ministro interino.

Governo tenta esfriar tom do depoimento de Pagot

O governo montou estratégia para impedir que o depoimento do chefe afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, seja explosivo. A pedido do Planalto, aliados de Pagot e dirigentes do Ministério dos Transportes alertaram que ele será corresponsabilizado caso faça acusações hoje no Senado.

A Folha apurou que, além do PR, técnicos do governo o procuraram para pedir serenidade e avisar que qualquer arroubo será um tiro no pé. O senador Blairo Maggi (MT), que o indicou ao Dnit, também foi recrutado.
Para conter Pagot, líderes aliados admitiram até sua permanência no cargo.

Waldomiro Diniz é denunciado por crimes financeiros

Pivô do primeiro grande escândalo político do governo Lula, o ex-assessor da Presidência Waldomiro Diniz foi denunciado pelo Ministério Público de Brasília por crimes contra a ordem tributária. O dano aos cofres públicos calculado em 2005 pela Receita Federal, de acordo com a denúncia, foi de R$ 259.348,02. O valor, no entanto, pode ser ainda maior, uma vez que não foi atualizado e nele não incide juros. Na ação, o Ministério Público apresenta dados da Receita de 1999 e 2000. Ele não conseguiu comprovar a origem de valores depositados em sua conta e não pagou imposto.

A denúncia, contudo, é estritamente tributária: não apura a origem do dinheiro depositado, só contesta que não houve pagamento de imposto em cima do valor recebido.

Aliado de Tarso diz ter "cota" de R$ 80 mil em nomeações

Um deputado estadual do PTB gaúcho disse que ele e cada um dos demais deputados do partido, por serem da base aliada do governador Tarso Genro (PT), têm direito a indicar funcionários comissionados que somam R$ 80 mil mensais em salários. A afirmação foi feita pelo deputado Ronaldo Santini durante debate na rádio Gaúcha com o deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS): "Nós temos um valor de R$ 80 mil para cada deputado estadual nomear".
Procurado pela Folha, Santini disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

A declaração acirrou a polêmica sobre a partilha de cargos no Estado. Neste ano, a administração do PT criou mais secretarias e ao menos 334 cargos de confiança. Em junho, o governo Tarso, com uma ligeira maioria na Assembleia, precisou recuar em alguns pontos para aprovar um pacote de reforma da previdência estadual. Na ocasião, o governador disse que a vitória no Legislativo impediria uma "crise grega" no Rio Grande do Sul.

O Estado de S. Paulo

TCU vai investigar fraude em licitação

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar os contratos da Manchester Serviço Ltda com a Petrobrás. A empresa pertence ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O procurador Paulo Bugarin, representante do Ministério Público no TCU, entrou com representação pedindo a apuração das relações entre a Manchester e a estatal.

Já o PPS protocolou ontem um pedido na Procuradoria-Geral da República para que o próprio Eunício seja investigado. "Há uma fundada suspeita de envolvimento do representado nos fatos", afirmou o partido. O PSDB promete para hoje representação semelhante.

O Estado tem revelado desde semana passada uma série de suspeitas envolvendo Manchester e Petrobrás. A empresa do senador recebeu R$ 57 milhões sem licitação desde fevereiro do ano passado e está ligada a uma fraude numa concorrência de R$ 300 milhões realizada em março deste ano. O relator do processo no TCU será o ministro Raimundo Carreiro.

Técnicos do tribunal no Rio de Janeiro, onde a Manchester atua dentro da Petrobrás, assumiram a tarefa de iniciar a investigação.

Na representação, o procurador Paulo Bugarin pede, entre outras coisas, que se apure a legalidade dos contratos que renderam R$ 57 milhões sem licitação. Bugarin solicita detalhes dos contratos e os motivos que levaram a Petrobrás a escolher a empresa do senador do PMDB. O procurador protocolou seu pedido na quinta-feira e o tribunal divulgou ontem a informação. Será incluída na investigação a fraude revelada pelo Estado no domingo na licitação de R$ 300 milhões para um contrato de mão de obra terceirizada.

Dilma efetiva ministro e age contra crise

O ministro interino dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, foi efetivado no cargo pela presidente Dilma Rousseff. Ela formalizou o convite ontem, e Passos aceitou. A posse ocorrerá amanhã. A decisão não agrada à bancada de deputados, mas a presidente já providenciou um encontro no Palácio da Alvorada para acalmar os aliados e não deixar a crise do PR contaminar a base governista.

Desde a semana passada Passos vinha substituindo Alfredo Nascimento (PR-AM), afastado depois de denúncias de corrupção nos Transportes. Para o lugar de Nascimento a presidente chamou o senador Blairo Maggi (PR-MT), mas ele não aceitou o convite. O preferido da presidente passou a ser Paulo Sérgio Passos. Mas, por problemas com o PR, principalmente com a bancada de deputados, Dilma teve de esperar o partido se acalmar.

PF investiga Transportes "há tempos"

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou ontem que "há tempos" a Polícia Federal investiga denúncias de fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e corrupção no Ministério dos Transportes e em órgãos vinculados. Ele disse que, a pedido dos partidos de oposição, determinou que o órgão analise se há fatos novos que justifiquem a abertura de outros inquéritos. "A PF tem o dever legal de investigar todo tipo de crimes dessa natureza que afetem o patrimônio público."

Em entrevista no ministério, acompanhado do diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, Cardozo explicou que, tão logo recebeu o pedido da oposição, determinou ao órgão uma triagem sobre o que é novo e o que já é objeto de apuração. Ele disse que aguardará também a auditoria que a Controladoria-Geral da União (CGU) realiza nos contratos da pasta, a mando da presidente Dilma Rousseff. "Qualquer fato novo verificado determinará a abertura de inquérito."

Pagot "não vai apontar o dedo" a ninguém, garante Blairo Maggi

O depoimento do diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, aguardado desde a semana passada no Senado como uma espécie de exibição de um "homem-bomba" do governo, não deve provocar sobressaltos. Foi o que seu padrinho político e senador Blairo Maggi (PR-MT) afirmou em telefonema ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a quem adiantou que Pagot "não vai apontar o dedo" a ninguém, hoje, para se defender das denúncias de um suposto esquema de corrupção no Ministério dos Transportes.

A garantia dada no telefonema só foi possível por conta da operação política que o próprio Blairo conduziu para acalmar o antigo auxiliar, com quem trabalhou no grupo AMaggi nos dois períodos em que esteve à frente do governo do Mato Grosso. Depois da solidariedade aos protestos iniciais de Pagot, o senador o chamou para dizer que era hora de se calar e costurar uma "saída honrosa". Nas conversas dos dois em Rondonópolis (MT), no fim de semana, foi levantada até a possibilidade de Pagot ficar no cargo provisoriamente por mais uns meses, como forma de "resgatar sua dignidade".

"Marina foi autoritária", diz presidente do PV

Com a saída da ex-senadora Marina Silva, o PV já começa a se articular para a eleição municipal de 2012. Em entrevista ao Estado, o presidente da legenda, deputado José Luiz Penna (SP), enfatizou ontem que vai reforçar a aliança política dos verdes com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - que deixou o DEM para montar um novo partido, o PSD. Conta com o apoio dele para lançar como candidato a prefeito da capital o atual secretário do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV-SP). No Rio, o candidato citado por ele é Fernando Gabeira.

Sobre as críticas que vinha recebendo de Marina, de que o PV está engessado numa estrutura de comando verticalizada e autoritária e que é graças a isso que Penna se mantém no cargo de presidente há 12 anos, ele respondeu: "Não mando nem em minha casa. Sou apenas porta-voz do partido. Os conservadores têm dificuldades para nos codificar, devido à nossa experiência original de direção coletiva, horizontal. O grupo político de Marina não digeriu bem isso. Por mais que eu dissesse que precisava consultar o coletivo antes de tomar decisões, eles não levavam em consideração. Traziam propostas autoritárias de afastamento de pessoas que não iam bem. Ora, se uma pessoa segura o partido em determinada região do País há 20 anos, eu preciso sentar e dialogar com ele. Não dá para tratorar o PV".

Crise atinge a Itália e derruba bolsas no mundo

Depois da Grécia, da Irlanda e de Portugal, ontem foi a vez de a Itália levar pânico aos investidores, em mais um capítulo da crise das dívidas soberanas que atinge a União Europeia. Em todo o continente, as bolsas de valores operaram no vermelho - em Milão, o índice caiu 3,96% e em Lisboa, 4,28% e houve reflexos fora da Europa. No Brasil, a Bovespa caiu 2,1%, para o menor nível em mais de um ano. A onda de especulações sobre a estabilidade do governo de Silvio Berlusconi cresceu após um novo escândalo de corrupção, agora envolvendo o ministro da Economia, Giulio Tremonti, autor do plano de austeridade aprovado em primeira votação na quinta-feira. Preocupada, a chanceler da A1emanha, Angela Merkel, telefonou a Berlusconi para pedir que a Itália adore o plano de rigor o quanto antes.

Após fracasso, governo divide nova licitação do trem-bala

O governo não recebeu ontem nenhuma proposta para o leilão do trem-bala, planejado para ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Diante do fracasso do leilão, que ocorreria no próximo dia 29, o governo decidiu dividir a licitação em duas partes, com o objetivo de tentar tornar o projeto mais atrativo para as empresas. A obra está orçada em R$ 33 bilhões.

MPF denuncia três por acidente da TAM

Às vésperas do quarto aniversário da tragédia do A320, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou ontem denúncia criminal contra Denise Maria Ayres Abreu, então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e contra dois diretores da TAM na época do acidente: Alberto Fajerman (vice-presidente de Operações) e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro (diretor de Segurança de Voo).

A denúncia tem 50 páginas e foi registrada ontem na 1.ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os três denunciados pelo procurador da República Rodrigo De Grandis foram acusados de ter exposto a perigo o Airbus, provocando o acidente e a morte de 199 pessoas naquela que é a maior tragédia da história da aviação brasileira.

Folha de S. Paulo

Estado vai repassar conta de hospitais a planos de saúde

Hospitais estaduais paulistas gerenciados por OSs (Organizações Sociais) passarão a cobrar diretamente dos planos de saúde o atendimento feito a seus conveniados. Esses hospitais, porém, não poderão reservar leitos ou dar tratamento diferenciado a pacientes particulares. É o que diz o decreto do governador Geraldo Alckmin (PSDB), publicado no "Diário Oficial" do Estado na última quinta, que regulamenta lei que permite a oferta de até 25% dos atendimentos a doentes particulares.

O governo deve publicar ainda uma resolução em que identificará as unidades de saúde que poderão firmar contratos com os convênios. A lei passa a valer em 30 dias. Levantamento da Secretaria Estadual da Saúde aponta que um em cada cinco pacientes atendidos em hospitais estaduais na capital paulista têm algum tipo de convênio ou plano de saúde. Mas quem paga essa conta, avaliada em R$ 468 milhões anuais, é o SUS.

Leilão do trem-bala fracassa e regra muda

O leilão do trem-bala fracassou. Nenhum consórcio apresentou proposta para o projeto, o que fez o governo mudar as regras e dividir a licitação em duas etapas. Na primeira fase, será escolhido o operador, que definirá a tecnologia a ser adotada, o projeto executivo e o controle de qualidade da obra. Com isso, fica mais fácil definir o valor de construção do trem-bala ligando Campinas, São Paulo e Rio. Segundo Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), essa etapa será realizada no começo do próximo ano.

No segundo momento, serão escolhidos os grupos responsáveis pela obra civil e pela infraestrutura do empreendimento. Essa etapa também será aberta a empresas internacionais. O governo ficou irritado com a atitude das empreiteiras nacionais, que boicotaram o leilão de ontem por não concordar com os custos estimados pela ANTT. Foi por isso que a agência decidiu que a segunda fase do leilão também será uma concorrência internacional.

Dilma contraria PR e confirma interino nos Transportes

A presidente Dilma Rousseff nomeou ontem o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, 60, para assumir definitivamente a pasta. O Planalto informou em nota que "o convite foi aceito". À frente do ministério há nove anos, o PR fazia restrições ao nome, dizendo que Passos, filiado desde 2006, não contempla a legenda. Dilma tomou a decisão sem consulta prévia ao partido. Lideranças da sigla se reuniram ontem à noite para avaliar a indicação.

O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), limitou-se a dizer: "Cumpra-se". Ele desembarcava em Brasília quando recebeu a notícia da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Passos era o número dois de Alfredo Nascimento, derrubado semana passada por suspeita de irregularidades na pasta. Ao nomeá-lo, Dilma fez prevalecer sua vontade à do PR, mesmo sob ameaças veladas de rompimento.

Governo tenta esfriar tom do depoimento de Pagot

O governo montou estratégia para impedir que o depoimento do chefe afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, seja explosivo. A pedido do Planalto, aliados de Pagot e dirigentes do Ministério dos Transportes alertaram que ele será corresponsabilizado caso faça acusações hoje no Senado. A Folha apurou que, além do PR, técnicos do governo o procuraram para pedir serenidade e avisar que qualquer arroubo será um tiro no pé. O senador Blairo Maggi (MT), que o indicou ao Dnit, também foi recrutado.

Empresa que doou para PR e ministra multiplica contratos

Uma empreiteira do Paraná, que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010. Desde o início do governo Lula, a Sanches Tripoloni, de Maringá, vive um crescimento em seus contratos. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados). Em maio de 2009, a empresa foi declarada inidônea pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ou seja, proibida de fazer negócios com a administração pública.

Procuradoria vai apurar suspeita de fraude na Petrobras

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que o Ministério Público Federal vai apurar se a empresa Manchester Serviços, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), participou de uma fraude em uma licitação da Petrobras. O Tribunal de Contas da União também vai investigar o caso. A empresa procurou ao menos uma concorrente antes de uma licitação para apoio à gestão empresarial da estatal -um contrato de cerca de R$ 300 milhões. A lista de participantes não é divulgada antes do certame. O caso, revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", levantou a suspeita de que a Manchester teve acesso à lista antes da disputa.

O Globo

Dilma manda BNDES sair do negócio com Pão de Açúcar

A presidente Dilma Rousseff mandou o BNDES desistir de apoiar o empresário Abílio Diniz na fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, em reunião sexta-feira com o presidente do banco, Luciano Coutinho, informa o colunista ANCELMO GOIS. A BNDESPar, braço de participações, injetaria pelo menos R$ 4 bilhões no negócio. Na avaliação de Dilma, o BNDES teria saído desgastado do episódio porque Diniz, aliado do PT nas últimas eleições e amigo do ex-presidente Lula, não deixara claro que o banco só investiria com o aval do sócio Casino. Hoje, Diniz se reúne com acionistas do Casino em Paris, numa última tentativa de manter o acordo.

Após fracasso, governo já admite que trem-bala vai custar mais

Com a falta de interessados no trem-bala - ninguém apresentou proposta no leilão de ontem -, a União decidiu assumir mais riscos e desembolsar recursos públicos se a construção custar mais do que os R$ 23 bilhões previstos. O governo também vai fatiar o processo em dois: um para escolher o operador da linha e outro para fazer a construção.

Crise nos Transportes: presidente contraria PR e efetiva o interino

Após a recusa do senador Blairo Maggi (PR-MT) a assumir os Transportes, a presidente Dilma efetivou como ministro o interino Paulo Sérgio Passos, contrariando o PR. Embora o nome seja o que Dilma queria desde o começo, Passos é ligado ao partido e já estava na pasta quando aconteceram as supostas irregularidades.

Entre Pagot e aloprados, governistas terão um dia duro

A terça-feira promete emoções fortes para o governo. Além das incertezas que envolvem o depoimento hoje do diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, no Senado, os partidos da base terão de se dividir em mais duas outras frentes para evitar que a oposição ressuscite o escândalo dos aloprados.

Na pauta das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE), estão para votação requerimentos de convocação do petista Expedito Veloso, secretário-adjunto na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, que admitiu à revista "Veja" o suposto envolvimento do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na fabricação de um falso dossiê contra seu adversário tucano, José Serra, na campanha pelo governo de São Paulo em 2006.

— Vamos ter de dividir a nossa tropa, pois não teremos apenas de cuidar do Pagot. Temos de acompanhar as reuniões da CAE e CCJ para não sermos surpreendidos — admitiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), adiantou que sua prioridade será resolver a votação de requerimentos indesejados pelo Palácio do Planalto.

Paulo Sérgio Passos foi interlocutor de Dilma na área dos transportes do PAC

No convívio com o economista Paulo Sérgio Passos, a presidente Dilma Rousseff abandona a formalidade. E o tom ríspido que já deixou marcas em outros assessores dá lugar a um tratamento quase fraternal. O novo ministro dos Transportes é considerado, desde o governo Lula, um dos escolhidos da presidente da República. Eles se aproximaram quando Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, transformou-se na mãe do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, e tinha Passos como o interlocutor na área dos transportes.

A presidente viu no economista, a quem chama carinhosamente de Paulinho, um técnico competente e aplicado, que jamais deixou uma pergunta sem resposta nas reuniões onde tantos outros assessores já passaram por saias-justas. E a empatia colocou o agora ministro dos Transportes naquele grupo seleto de colaboradores em quem Dilma confia sem reservas. O economista que ingressou no serviço público em 1973, por meio de concurso, ocupando postos de comando em vários governos, também conquistou a confiança do ex-presidente Lula. Ele mantém, desde o lançamento do PAC, em 2007, um canal direto com Dilma.

Gurgel investigará denúncias contra empresa de Eunício Oliveira

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou [ontem] que vai investigar as denúncias de fraude em licitações da Petrobras que teriam beneficiado uma empresa do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), com um contrato de R$ 300 milhões.

A denúncia, publicada no jornal "O Estado de S.Paulo", tem deixado o presidente da CCJ muito irritado. O PPS e o PSDB também pedem investigação sobre as denúncias.

Com esse espírito, e com notícias de fogo amigo dentro da base aliada, Eunício comanda nesta terça-feira a votação do requerimento de convocação de Expedito Veloso, o petista que acusa o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de ter participado do escândalo dos aloprados.

Promotor apurará gasto de suplente de Itamar, Zezé Perrella, com jatos

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais decidiu investigar o uso da verba indenizatória da Assembleia Legislativa do estado pelo ex-deputado estadual e atual senador Zezé Perrella (PDT-MG). Os promotores pretendem solicitar as notas originais e relatórios de reembolso dos gastos do parlamentar com combustível entre 2007 e 2010, período em que Perrella exerceu mandato como deputado estadual em Minas.

Como revelou O GLOBO domingo passado , apenas nos últimos 18 meses de mandato Perrella apresentou 29 notas fiscais de abastecimento de seus dois jatinhos particulares, que somam R$ 26,3 mil e foram ressarcidas pela Assembleia. Os aviões do político foram abastecidos em postos localizados não apenas em Belo Horizonte, cidade onde o político mora, mas também em Salvador e Brasília.

Calote tem a maior alta em nove anos

No primeiro semestre, o calote cresceu 22,3% em relação ao mesmo período de 2010. Foi a maior alta em nove anos, segundo a Serasa. A avaliação é que o consumidor de baixa renda foi o principal responsável pelo aumento da inadimplência.

Correio Braziliense

A cada hora, um carro é roubado no DF. E já foi pior!

Em qualquer lugar, uma estatística dessas é um absurdo. Imagine na capital da República! E sabe onde os bandidos mais furtam veículos no Plano Piloto? Na área central de Brasília - a menos de um quilômetro da Esplanada dos Ministérios. No caso de roubos, Taguatinga encabeça a situação mais crítica. Mesmo assim, a polícia comemora: na comparação com o primeiro semestre de 2010, a ocorrência desses crimes no Distrito Federal caiu de 5.115 para 4.143.

Brasília em alerta contra as queimadas

Somente ontem, o Corpo de Bombeiros atendeu 65 chamados de incêndios florestais, como o que atingiu um terreno perto de Sobradinho. Este ano, o fogo já destruiu 955 hectares de vegetação - área equivalente a 955 campos de futebol. Com a umidade do ar perto dos 20%, o problema deve se agravar nos próximos dias.

O risco Itália

Temor de que crise grega contagie finanças italianas derruba bolsas mundo afora. No Brasil, a Bovespa afundou 2,10% e fechou no pior nível em mais de um ano.

Mais folga para Deborah Guerner

Promotora de Justiça envolvida em escândalo de corrupção entra com nova licença médica para não ter de voltar ao trabalho. Atestado é de 90 dias.

Dilma afaga o PR e contraria Valdemar Neto

Ao efetivar Paulo Sérgio Passos na pasta dos Transportes, a presidente manteve o partido no comando da área e evitou uma crise na sua base de apoio no Congresso. A decisão, no entanto, desagrada o principal cacique da legenda.

Alunos do Detran pegos ao volante

Motoristas que tiveram as carteiras suspensas e participavam do curso de reciclagem foram multados ao sair da aula dirigindo seus carros, estacionados perto do prédio do Departamento de Trânsito na 906 Sul. Eles podem ter a habilitação cassada por dois anos.

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