Nos jornais: aumenta a rejeição ao aborto no Brasil

Folha de S. Paulo

Aumenta a rejeição ao aborto no Brasil

O apoio à proibição do aborto é o mais alto no Brasil desde 1993, quando o Datafolha começou a série histórica de perguntas sobre o tema.
Segundo pesquisa realizada na última sexta-feira em todo o país, 71% dos entrevistados afirmam que a legislação sobre o aborto deve ficar como está, contra 11% que defendem a ampliação das hipóteses em que a prática é permitida e 7% que apoiam a descriminalização. Atualmente, o Código Penal brasileiro classifica o aborto entre os crimes contra a vida. A pena prevista para a mulher que o provocar ou permitir a prática em si mesma vai de um a três anos de detenção (artigo 124). O código prevê duas situações em que o aborto não é crime (artigo 128): se não há outro meio de salvar a vida da gestante e se a gravidez é resultado de estupro.
Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, a rejeição recorde ao aborto pode ser resultado da ampla exposição que o tema teve nas últimas semanas.

Caso Erenice tirou de Dilma mais votos do que as igrejas


Os fatos que levaram à queda da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil e a quebra de sigilo de tucanos tiveram peso quase três vezes maior na perda de votos de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno do que questões relacionadas à religião. Segundo pesquisa Datafolha realizada na última sexta, cerca de 6% dos eleitores mudaram seu voto, considerando tanto Dilma quanto José Serra (PSDB), por conta dos casos que marcaram a reta final do primeiro turno. Desse total, Dilma perdeu cerca de quatro pontos percentuais entre o total de eleitores. Aproximadamente 75% das perdas ocorreram por conta dos escândalos recentes no governo.
O restante, por questões relacionadas à religião- não exclusivamente envolvendo a posição da candidata sobre o aborto. Já Serra perdeu dois pontos percentuais. Tanto pelo caso de quebra de sigilo de tucanos quanto pelo caso Erenice. Os dois casos podem ter levantado suspeitas sobre irregularidades fiscais dos citados ou envolvimento de tucanos nas denúncias, por exemplo.

14% já receberam spam contra candidatos

Dilma Rousseff (PT) é o principal alvo de mensagens ofensivas divulgadas pela internet, mostra o Datafolha. Segundo pesquisa realizada na sexta-feira em todo o país, mais da metade (56%) do eleitorado brasileiro costuma acessar a internet. Entre os internautas, quase um terço (30%) recebeu mensagens virtuais com críticas a algum dos presidenciáveis (14% do total do eleitorado).

Eduardo Cunha vai a templos defender Dilma contra boatos

Para tentar estancar a perda de votos entre os evangélicos, a campanha de Dilma Rousseff (PT) escalou aliados para percorrerem igrejas no Rio de Janeiro. Ontem e anteontem, os deputados federais Eduardo Cunha (PMDB) e Felipe Pereira (PSC) visitaram templos da Assembleia de Deus, denominação com o maior número de fiéis no país. Cunha, que é da igreja Sara Nossa Terra, disse ontem em Madureira (zona norte da cidade) que a petista é contra o aborto e que informações que circulam na internet "não passam de uma onda de boatos plantados pelos adversários". Reeleito com 150 mil votos, ele é um dos parlamentares mais influentes do PMDB, e próximo do candidato a vice de Dilma, Michel Temer.

Acupunturista de Dilma ocupa cargo na Casa Civil

A Casa Civil, sob o comando da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, contratou o filho do acupunturista dela e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gu Zhou-Ji, que ajuda o pai no atendimento à candidata, ganha R$ 4.000 por mês para atender servidores da pasta. A princípio, Zhou-Ji foi nomeado como "assessor técnico" em outubro de 2009. Em abril de 2010, parou de exercer função burocrática e passou a aplicar suas técnicas terapêuticas, como ele mesmo explicou à Folha
, nos "funcionários e seus dependentes". Dilma deixou o governo no final de março. Mas o serviço de Zhou-Ji não se restringe à Casa Civil. Como assistente do pai, o acupunturista Gu Hanghu, ele ajuda no atendimento à candidata Dilma.

Dilma e Serra trocam acusações em duelo mais agressivo da campanha

As promessas de "paz e amor" foram deixadas de lado. Os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) realizaram ontem, na Band, o embate mais duro e agressivo desta campanha. Os ataques envolveram principalmente o aborto, contra Dilma, e as privatizações, contra Serra.
O primeiro ataque, logo na abertura do debate, partiu de Dilma. Ela acusou a campanha de Serra de atingi-la com "calúnias, mentiras e difamações". "Até com questões religiosas", afirmou.

Dilma culpa Serra por debate conservador

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, responsabilizou ontem seu opositor, José Serra (PSDB), pelo tom conservador da agenda no segundo turno, com discussões sobre o aborto. Na tentativa de fugir do tema religioso, que vem dominando o segundo turno da campanha, Dilma visitou na manhã de domingo a Bienal, em São Paulo -no sábado, porém, visitou um centro que atende adolescentes grávidas na cidade. Apesar de fazer propostas na área cultural, acabou voltando ao tema do aborto e aos boatos de que teria dito que "nem Jesus Cristo" tiraria a vitória dela nas eleições. "Não tenho o menor interesse em virar conservadora. Eu não faço virada à direita para poder me eleger", disse.


Estafe da petista sugeriu "declaração de guerra" ao tucano antes do evento

Os petistas chegaram ontem ao estúdio da Band sugerindo que se deixasse de lado a discussão sobre o aborto e que Dilma Rousseff "declarasse guerra" ao adversário. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o governador eleito pelo Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusaram o tucano de conservadorismo. "Vamos marcar nossas diferenças", disse Padilha. O resultado disso pôde ser resumido nas palavras de José Serra logo após o enfrentamento, o mais duro da campanha eleitoral. "Dilma Rousseff foi mais Dilma Rousseff hoje", afirmou.

Prometido clima de "paz e amor" foi esquecido nos bastidores

Dez minutos. Apenas dez minutos. Foi o tempo suficiente para perceber que a estratégia "paz e amor" prometida no debate da Band com candidatos à Presidência, na noite de ontem, fora deixada, ou melhor, esquecida no backstage do embate. A imagem da simpática orquestra que abriu o encontro mal tinha sumido do telão quando o espinhoso tema "aborto" chegou quase como um cartão de boas-vindas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), acordando o telespectador sonado de fim do domingão, que logo se viu diante de trocas de gentilezas como "candidata duas caras" e " Serra, você tem mil caras", proferidas várias vezes pelos dois candidatos.

PSB pressiona por espaço em futuro governo 

Com três eleições acachapantes no primeiro turno (Pernambuco, Ceará e Espírito Santo), o PSB ganhou musculatura nas urnas e já pressiona nos bastidores por espaço maior na Esplanada dos Ministérios caso Dilma Rousseff (PT) seja eleita presidente da República. Aliado do governo Lula, o partido disputa o segundo turno em outros três Estados: Paraíba, Piauí e Amapá. Desses, terminou em primeiro lugar nos dois primeiros. Com base nas eleições decididas no primeiro turno, o PSB comandará 10,7% do eleitorado do país. Se vencer as três eleições em aberto no segundo turno, esse número pode chegar a 14,6%.

Suspeita de compra de votos faz polícia apreender R$ 4 mi

A Polícia Federal apreendeu em todo o Brasil mais de R$ 4 milhões em espécie por suspeita de compra de votos no período eleitoral que antecedeu o primeiro turno. Vinte seis pessoas foram presas, entre candidatos e assessores de políticos. Os Estados da região Norte lideram o número de apreensões, com Roraima sendo o campeão absoluto. No Estado, a PF apreendeu R$ 2.823.349 no total. Uma das apreensões envolve R$ 100 mil jogados da janela de um carro que acabava de sair de um escritório do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB).
Outra apreensão, realizada em 17 de setembro, envolve R$ 750 mil que estavam com um assessor da Assembleia Legislativa de Roraima ligado à campanha do presidente da Casa, Mecias de Jesus (PR). À época, a campanha informou que o valor era resultado da venda de um posto de gasolina que pertencia ao filho de Jesus.

Bancadas verde e ruralista travarão duelo

As bancadas ruralista e ambientalista do Congresso saíram das urnas com novas lideranças para defender seus interesses. Um dos primeiros temas a dividir os parlamentares será a discussão do novo Código Florestal, aprovado em setembro em comissão da Câmara. O texto está pronto para entrar na pauta do plenário, mas ainda não há acordo sobre a data de votação. "Produtor não pode pagar a conta pelos problemas ambientais", defende Jerônimo Goergen (PP-RS), coordenador da frente para o agronegócio na Assembleia Legislativa gaúcha e reforça da bancada ruralista, que deverá ter em 90 parlamentares. Outros ruralistas eleitos são o empresário do setor de máquinas agrícolas Nelson Padovani (PSC-PR) e o ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes (PMDB-PR), além do líder arrozeiro Paulo Cesar Quartiero (DEM), porta-voz dos agricultores de Roraima contra a demarcação da reserva indígena Raposa/ Serra do Sol.

O Globo

Dilma muda estratégia e parte para o ataque direto a Serra

O primeiro debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno, realizado ontem à noite pela TV Bandeirantes, foi de ataques do começo ao fim. Logo na primeira pergunta, exaltada, Dilma já partiu para o confronto ao abordar a questão do aborto. Em todo o primeiro bloco, os dois candidatos assumiram um tom beligerante, com acusações mútuas também sobre privatizações, segurança e corrupção. Ao longo do primeiro turno, o programa de Serra na TV criticava Dilma e o PT, enquanto a propaganda dela se concentrava mais em pregar a continuidade do governo Lula. Ontem, no debate, ela mudou a estratégia e partiu para o confronto direto. A petista apareceu na tela também muito diferente dos debates do primeiro turno, em que evitava confrontos.


Ataques também sobre privatizações

Acusações mútuas sobre a privatização de empresas estatais marcaram o segundo bloco do debate. Enquanto Dilma usou declarações de tucanos, como Luiz Carlos Mendonça de Barros e David Zylbersztajn, na tentativa de vincular Serra à ideia de privatizar a Petrobras, Serra rebateu dizendo que o governo Lula reduziu a participação nacional no controle do Banco do Brasil, além de ter vendido dois bancos públicos. A candidata do PT foi a primeira a abordar o tema. Em sua pergunta, quis saber de Serra se concordava com a gestão da Petrobras no governo Fernando Henrique, quando a estatal teria reduzido a participação acionária da população e arrecadado pouco.

Visões opostas sobre portos e aeroportos

A infraestrutura de portos e aeroportos no país e os programas habitacionais foram discutidos no quarto bloco do debate da TV Bandeirantes pelos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Os temas serviram, mais uma vez, de combustível para a troca de acusações. Serra atacou: disse ser o sistema portuário brasileiro um dos piores do mundo. Dilma se defendeu e culpou o governo do PSDB de não investir no setor, em função de acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Serra citou os portos de Santos (SP) e de Salvador (BA) como uns dos mais críticos. O tucano também criticou os aeroportos.

Postura de Dilma surpreende assessores de Serra


Até a metade do debate, a coordenação da campanha petista comemorava a inédita estratégia da candidata Dilma Rousseff (PT) de partir para a ofensiva no primeiro debate do segundo turno com o adversário José Serra (PSDB), que foi pego de surpresa, segundo assessores, com o novo repertório da petista. Do lado tucano, era indisfarçável a surpresa com a agressividade de Dilma. Os coordenadores do lado dilmista acompanhavam com apreensão apenas os contra-ataques de Serra, que traziam à tona uma discussão sobre a crença em Deus e a menção aos casos de corrupção que envolvem a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço-direito de Dilma.

Um debate em que Lula foi o grande ausente

Especialistas ouvidos pelo GLOBO viram no debate de ontem um corte em relação à campanha do primeiro turno, em que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, evitavam o confronto direto. Para eles, houve uma atmosfera de ataque e de contraataques, em que temas polêmicos antes evitados como o escândalo envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, ex-braço-direito de Dilma foram abordados. Mas, mesmo tornando o debate mais emocionante, esse clima de confronto pode não se traduzir em votos para nenhum dos dois candidatos, opinam. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o grande ausente no debate de ontem, na análise dos especialistas ouvidos pelo GLOBO.

Pesquisa Datafolha deixa PT preocupado

A pesquisa Datafolha divulgada ontem, que mostra uma diferença de sete pontos percentuais entre a candidata petista, Dilma Rousseff, e o tucano José Serra foi recebida como um sinal de alerta no Palácio do Planalto. Isso porque a distância entre os dois presidenciáveis já está longe da zona de conforto para os petistas. De forma reservada, a cúpula da campanha petista reconheceu que é preciso entender alguns recados dos números. Chamou atenção o fato de Serra ter herdado a maior parte dos votos da candidata derrotada do PV, Marina Silva. Além disso, a pesquisa apontou uma queda de cinco pontos percentuais na diferença entre Dilma e o tucano no segundo turno, em comparação com a simulação anterior feita pelo Datafolha. Outra preocupação entre integrantes da campanha foi o empate e até mesmo ligeira vantagem de Serra nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.

Entre os tucanos, clima de alívio com ascensão de Serra

Já na campanha do tucano José Serra, o sentimento é de alívio com a pesquisa. Apesar da discreta comemoração, observa um dirigente do PSDB, o resultado Datafolha impediu o salto alto no ninho tucano. O mais importante, para o partido, foi a queda da diferença entre Dilma Rousseff e Serra. Mas a avaliação realista é que ainda é preciso ajustar a campanha. A imagem de Dilma está arranhada e o pessoal do PT ainda não conseguiu recuperar o ânimo depois do resultado do primeiro turno. Essa semana será decisiva aposta o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Licitação nos Correios é posta sob suspeita

Um nova suspeita envolvendo licitações nos Correios veio à tona ontem. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a estatal teria fechado, em setembro passado, um contrato de R$ 44,3 milhões com a Total Linhas Aéreas, R$ 2,8 milhões a mais do que o preço de referência estabelecido no processo. Por um ano, a empresa transportará cargas para a estatal no trecho Fortaleza-Salvador-São PauloBelo Horizonte. A licitação, cancelada pela antiga direção dos Correios, demitida em meados deste ano, foi reaberta pela atual, indicada pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.


'Afastamos inúmeros juízes', diz Dipp
 
Um dos juízes mais experientes do país, o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), surpreendeuse com o grau de corrupção que descobriu em alguns setores do Judiciário no período em que esteve à frente da Corregedoria Nacional de Justiça, entre setembro de 2008 e setembro deste ano. Durante a gestão de Dipp, até um colega do STJ, o ministro Paulo Medina, foi condenado a se aposentar depois de ser acusado de venda de decisão judicial. Para Gilson Dipp, da mesma forma que ocorre com profissionais de outras áreas, juízes cometem desvios por causa da sensação de impunidade.

Brasil Alfabetizado gasta, mas não alfabetiza

O faxineiro Edvaldo Félix Bezerra limpa banheiros no setor de transporte e garagem da Câmara dos Deputados. Entra às 7h e começa o dia sujando o polegar de tinta. Aos 53 anos, Edvaldo é analfabeto e preenche a folha de ponto com a impressão digital. Principal meta do Ministério da Educação (MEC) no início do governo Lula, a erradicação do analfabetismo está longe de virar realidade. Em seu oitavo ano, o programa Brasil Alfabetizado já gastou R$ 2 bilhões, em valores atualizados, e matriculou milhões de jovens e adultos. Mas o índice de iletrados, na faixa de 15 anos ou mais, caiu menos de dois pontos percentuais: de 11,6%, em 2003, para 9,7%, em 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. O número absoluto de analfabetos está na casa de 14 milhões desde 2006, segundo a Pnad. No ano passado, eram 14,1 milhões.

MEC admite mau resultado do programa
 

O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, admite que o Brasil Alfabetizado teve um impacto menor do que o esperado na redução do analfabetismo. Mas considera excelente o formato do programa e defende maior participação do Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento oftalmológico e na distribuição de óculos para a população iletrada: A queda (do analfabetismo) não é proporcional aos nossos esforços. Segundo ele, 80% das turmas do Brasil Alfabetizado funcionam no Nordeste. Essa seria a explicação para a diminuição mais acentuada do analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais na região: de 22,43%, para 18,7%, de 2004 para 2009. No Brasil, a redução foi de 11,45% para 9,7%.

O Estado de S. Paulo

TCU vai investigar contrato superfaturado nos Correios


O contrato superfaturado pelos Correios em R$ 2,8 milhões para favorecer a Total Linhas Aéreas será investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no tribunal, defendeu no domingo, 10, a anulação dessa licitação, aprovada em setembro pelo presidente da estatal, David José de Matos, e sua diretoria. "O valor acima do estimado deveria resultar no fracasso da licitação, e não na contratação", afirmou. O procurador anunciou que pedirá toda documentação do processo de contratação da empresa. "Vamos requerer mais essa documentação, juntá-la às que já recebemos dos Correios sobre outras contratações recentes e investigar todas em conjunto da maneira mais aprofundada possível", disse.

No 1º duelo, Dilma parte para ataque a Serra


O primeiro debate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno da campanha eleitoral foi marcado por polêmicas em torno de temas como legalização do aborto, privatizações e corrupção. Pela primeira vez, a iniciativa de atacar partiu da petista. O tom do confronto se revelou logo no início do evento, exibido pela TV Bandeirantes. Dilma disse estar sendo vítima de "calúnias, mentiras e difamações" e acusou o vice de Serra, Índio da Costa, de organizar grupos para atingi-la. O tucano, nesse momento, abordou a questão do aborto pela primeira vez. "Você disse que era a favor da liberação do aborto, depois disse que era contra. Aí se trata de ser coerente, de não ter duas caras", afirmou.

Total Linhas Aéreas nega irregularidades na operação 

A Total Linhas Aéreas disse, por escrito, que não há irregularidades na sua recente contratação pelos Correios. "Na realidade, a ECT (Correios) fixa no momento da licitação um preço de referência. Ficamos com 4,9% acima dessa estimativa. Como é de conhecimento público, a planilha que forma esse preço não contempla todos os custos inerentes à operação, como, por exemplo, estruturação de bases. Vale ressaltar que os contratos possuem cláusulas específicas de penalização/multas, sendo bastante leoninos nesse sentido", disse.

'Serra nunca falou em privatizar o BB e a Petrobrás'

Ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen foi convidado a integrar o núcleo político que vai comandar a campanha de José Serra (PSDB) no segundo turno da corrida presidencial. Um dos críticos mais contundentes do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bornhausen, que já pregou o "fim da raça" petista, diz que o DEM deu respostas ao atual governo nas urnas. Foi em Santa Catarina que Lula disse que o partido seria extirpado e foi lá que o candidato Raimundo Colombo, do DEM, foi eleito. Político experimentado, Bornhausen cobra uma postura crítica de José Serra. Acha que a oposição tem que se mostrar como oposição. "Não vejo porque temer em falar em Fernando Henrique", afirma. Porém, salienta, o eixo da campanha não deve ser o passado. "A tônica central deve ser a proposição, o confronto de personagens. Mas, é indispensável que a crítica exista. E essa crítica foi muito mais feita pela imprensa", analisa.

Derrotados já miram disputa municipal de 2012


As urnas não tinham sido fechadas ainda, a decisão à Presidência caminhava para um segundo turno, e os diretórios estaduais dos partidos já estavam focando as eleições de 2012. Derrotados nas urnas, no dia 3, e com futuro político incerto, nomes importantes de DEM, PSDB e PT articulam agora suas candidaturas a prefeito, daqui a dois anos. É o caso dos tucanos Arthur Virgílio (AM) e Gustavo Fruet (PR). Derrotado à reeleição no Senado, Virgílio é o nome mais cotado para levar o PSDB à Prefeitura de Manaus, em 2012. "Em Manaus, Virgílio saiu vitorioso. Foi mais votado do que a candidata eleita para a segunda vaga no Senado (Vanessa Grazziotin, do PC do B), o que o torna candidato natural à prefeitura", diz o presidente do PSDB-AM, Mário Barros da Silva. Virgílio teve 21,9% dos votos válidos, apenas um ponto porcentual atrás de Vanessa. "Ele ainda é o nosso principal cabo eleitoral no Estado", diz.


 

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