Limitar acesso ao Bolsa Família provocaria migrações, diz ministra

"Se fossem dois anos de programa o que teria acontecido com essas famílias? O povo não estaria reclamando da porta de saída, ia estar reclamando que o [Terminal Rodoviário] Tietê ia estar cheio de gente", disse Tereza Campello

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello rebateu as críticas daqueles que defendem a necessidade de estabelecer um prazo limite para os beneficiários do Bolsa Família. Para a ministra, as particularidades de algumas regiões carentes do país, como o Nordeste – tradicionalmente afetado pela seca – inviabilizam a delimitação de um possível prazo para que as famílias deixem de receber o benefício.

“Imagina no Nordeste agora, por exemplo. Tem cinco anos de seca. Se fossem dois anos de programa, como tem muita gente que defende, o que teria acontecido com essas famílias? O povo não estaria reclamando da porta de saída, ia estar reclamando que o [Terminal Rodoviário] Tietê ia estar cheio de gente”, afirma Tereza Campello.

“Quanto tempo os programas de proteção de renda que existem na Europa exigem que as pessoas saiam? Não exigem. Essa pergunta existe somente para pessoas que acham que isso é uma situação emergencial, que não ter uma rede de proteção é um valor para o país”, completa a ministra.

Ao comentar a polêmica envolvendo o veto da presidente Dilma ao reajuste automático do benefício pelo índice de inflação medido pelo IPCA, Tereza Campello explica que “não há por que falar em perda inflacionária”. Ela garante os beneficiários do Bolsa Família tiveram ganho acima da inflação entre janeiro de 2011 e outubro de 2015. O programa terá reajuste, porém, ainda não há previsão de quando ele será definido.

Leia a entrevista completa no jornal Folha de S. Paulo

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