Líder cobra maior participação do PMDB no governo

Reeleito com apoio do Planalto, Picciani afirma que harmonia da bancada depende de participação mais efetiva do partido nas decisões de governo, mas admite que peemedebistas continuarão divididos

Reconduzido à liderança do PMDB na Câmara com o apoio do Palácio do Planalto, o deputado Leonardo Picciani (RJ) reconhece que a bancada da legenda está mesmo dividida e continuará assim por bastante tempo. Mas as motivações, segundo ele, não são apenas a gestão Dilma Rousseff e a briga com o PT, e sim as diversas posições entre os peemedebistas sobre temas polêmicos em pauta no Congresso. Entre eles, está a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a reforma da Previdência e a flexibilização das regras do pré-sal.

Picciani aponta o diálogo como solução para a convivência entre as alas governista e oposicionista da maior bancada de deputados. Para estimular a harmonia no PMDB, o líder cobra que o partido seja “efetivamente ouvido” nas tomadas de decisões do Executivo.

Veja a entrevista de Picciani ao Congresso em Foco:

Esta semana Picciani foi reeleito para a liderança depois de uma campanha acirrada que envolveu o Palácio do Planalto. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, que também é deputado, foi exonerado por Dilma para voltar a ser deputado por algumas horas, votar em Picciani e retornar ao cargo no dia seguinte. Os senadores governistas do PMDB também ajudaram a eleger o novo líder. A ala oposicionista da bancada, capitaneada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apoiou Hugo Motta (PB), que recebeu 30 votos. Vencido por uma margem de sete votos, esse grupo atuará sistematicamente para derrotar o governo na maioria das votações de projetos, inclusive do ajuste fiscal, tema prioritário para o Planalto.

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