Lava Jato: Janot chama Delcídio do Amaral de “agente criminoso”

Em documento enviado ao STF, procurador-geral da República alerta para a ganância do senador e acrescenta que, posto em liberdade, Delcídio continuaria na linha do crime

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, classificou o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) como ‘agente criminoso’, na manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. No documento, Janot pediu a permanência na prisão do ex-líder do governo no Senado, argumentando que o petista “se trata de agente que não mede as consequências de suas ações para atingir seus fins espúrios e ilícitos”. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Janot acrescentou que, posto em liberdade, Delcídio continuaria na linha do crime. “Certamente assim continuará, já deixou bem claro seu modo de atuação”, afirmou o procurador, que também alertou para a “ganância [do senador] em ter recursos desviados dos cofres públicos para interesses exclusivamente privados”.

As justificativas convenceram o ministro Teori Zavascki – relator da Operação Lava Jato no Supremo – que no último dia 17 manteve o decreto de prisão preventiva do senador. “Nesse contexto não há motivo suficiente a alterar os fundamentos do decreto prisional ou apto a justificar a revogação da prisão decretada em 24 de novembro de 2015. Ao contrário, foram encontradas na posse do chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral anotações que corroboram os indícios probatórios já existentes, assim como estavam em seu poder cópias das colaborações premiadas de Fernando Falcão Soares e Nestor Cerveró, cobertas por sigilo legal”, concluiu Zavascki, ao indeferir o requerimento de revogação da prisão provisória do senador.

Delcídio do Amaral completará na próxima sexta-feira (25) um mês de prisão, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Em conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, Delcídio e o advogado Edson Ribeiro ofereceram um plano de fuga e uma mesada de R$ 50 mil para a família do ex-diretor da estatal. O banqueiro André Esteves é apontado como o financiador da operação. O grupo é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-dirigente, que está preso em Curitiba e já foi condenado pela Justiça Federal por corrupção.

Leia a reportagem completa em O Estado de São Paulo

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