Kátia Abreu diz que foi ameaçada por grupo de Cachoeira

Na volta aos trabalhos da CPI, senadora do Tocantins conta que recebeu telefonema anônimo ameaçador em seu gabinete no último dia 2. Para ela, mulher de contraventor está por trás de ameaça

Na abertura da primeira reunião da CPI do Cachoeira após o recesso parlamentar, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) relatou aos colegas ter sido ameaçada pelo grupo do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A parlamentar contou que seu gabinete recebeu um telefonema anônimo em tom ameaçador no último dia 2. A senadora denunciou a ameaça à Polícia Federal e ingressou com uma ação na Justiça de Goiás. O relato foi feito antes do depoimento da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, também previsto para esta manhã.

 

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O interlocutor disse que, caso ela não se retratasse de suas declarações contra Cachoeira, o grupo iria “atrás de sua cabeça”. A senadora acusou Andressa de está por trás das ameaças. “Ela não irá me intimidar. Não devo e não temo”, disse Kátia.

A senadora contou que, antes da ligação, Andressa tentou intimidá-la ao dizer que apresentaria um dossiê contra ela. Kátia também pediu à presidência da CPI que garanta sua proteção para que possa continuar atuando normalmente no colegiado. A parlamentar aproveitou ainda para dizer que não pediu dinheiro a Cachoeira para financiar sua campanha.

Andressa Mendonça foi convocada pela CPI na condição de investigada. Inicialmente, ela seria questionada sobre as relações políticas de Cachoeira, com quem vive há dois anos. Mas agora aparece como suspeita de fazer parte, na condição de "informante", do grupo do contraventor.

Na semana passada, Andressa foi levada à sede da Superintendência da Polícia Federal em Goiás, acusada de ter tentado chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha, da 11ª Vara Federal de Goiânia. Caso o magistrado não favorecesse Cachoeira no julgamento, ela divulgaria um dossiê contra Alderico. Andressa foi solta com a condição de manter distância do grupo preso pela Operação Monte Carlo - inclusive, Cachoeira - e de pagar fiança de R$ 100 mil.

Além da mulher de Cachoeira, foi convocado para depor hoje também o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, tido como um dos arapongas do esquema de Cachoeira. Ele deveria ter falado ao colegiado no início de julho, mas apresentou um atestado médico. Joaquim conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para permanecer calado.

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