Jornais: Campos critica corrida eleitoral durante ‘situação de dificuldade’

O governador de Pernambuco criticou a presidente Dilma por antecipar sua candidatura no momento em que o país sofre para retomar o crescimento econômico

FOLHA DE S.PAULO

Apesar de incentivos, PIB cresce só 0,9% em 2012

Queda de investimentos afeta alta, e país tem pior resultado entre grandes economias fora da Europa

Campos critica corrida eleitoral durante 'situação de dificuldade'

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), criticou ontem a presidente Dilma Rousseff por antecipar o lançamento de sua candidatura à reeleição num momento em que tem dificuldades para fazer a economia voltar a crescer com vigor.

"Nunca vi quem está no governo, sobretudo quem está no governo numa situação de dificuldade, antecipar calendário eleitoral", disse o governador, após cerimônia no Recife. "Nunca vi isso dar certo."

Dilma foi lançada candidata à reeleição há uma semana pelo seu antecessor e padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo uma temporada de provocações entre petistas e outros políticos interessados na corrida presidencial.

Campos, que deseja entrar na disputa pela Presidência, tem sido pressionado por aliados a lançar logo sua candidatura, mas prefere deixar o anúncio para mais tarde para não ficar exposto a ataques dos adversários tão cedo, um ano e meio antes da eleição.

Aécio usará Petrobras para atacar Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) estreará uma campanha "temática" para apontar o que considera falhas do governo Dilma Rousseff. O primeiro "round" será a Petrobras -a gestão da companhia de petróleo é chamada de "temerária" pelos tucanos.

Em evento no dia 12 de março, o PSDB lançará um "livro-dossiê" com dados negativos da empresa e ataques à recente alta da gasolina.

O ato contará com a presença de economistas e servirá de trampolim para ações pontuais na tentativa de desgastar o governo e apresentar projetos alternativos. São planejadas articulações semelhantes em relação ao BNDES, energia e outras áreas.

PMDB faz convenção e tenta antecipar aliança com petistas em 2014

O PMDB faz hoje sua convenção nacional em Brasília para tentar reafirmar publicamente seu apoio à presidente Dilma Rousseff e à reeleição da petista em 2014.

A ideia é afastar um fantasma que rondou os peemedebistas nos últimos meses: a troca de Michel Temer como candidato a vice-presidente para acomodar Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB.

Campos tem sinalizado que pode se desgarrar da aliança formal de dez partidos que sustentou Dilma na eleição de 2010. Para mantê-lo dentro da coalizão, petistas capitaneados pelo ex-presidente Lula sondaram dar a vaga de Temer ao PSB.

Essa engenharia política não prosperou e hoje pode se tornar ainda mais distante. O PMDB deve reeleger Temer como seu presidente nacional. Em discurso, ele reforçará a união entre PT e PMDB, sinalizando a continuidade dessa associação em 2014.

A presidente Dilma Rousseff é esperada no evento peemedebista e também fará um discurso. É grande a expectativa entre organizadores da convenção para que ela use palavras que indiquem a solidez do binômio PT-PMDB.

Dez cidades farão amanhã novas eleições para prefeito

Desde o início do ano, Camamu (BA) está sob comando do presidente da Câmara Municipal. A eleição de 2012 foi anulada, e os 24,5 mil eleitores voltarão às urnas amanhã para escolher um prefeito para o mandato que deveria ter começado em janeiro. Emiliana de Zequinha da Mata (PP) é candidata única.

No ano passado, às vésperas das eleições, ela entrou na disputa para substituir o irmão, Zequinha da Mata (PP), que aguardava o julgamento de um recurso no TSE, mas preferiu renunciar.

Emiliana obteve 32,6% dos votos, e os outros quatro candidatos tiveram os registros indeferidos. As eleições foram anuladas porque mais de 50% dos votos válidos foram dados a esses candidatos.

Além de Camamu, outras 25 cidades do país vivem situação parecida. Em dez, as eleições serão amanhã. Nas demais, em 7 de abril.

PT pede campanha por controle da mídia

Uma resolução do diretório nacional do PT divulgada ontem convoca a militância do partido a iniciar uma campanha para a coleta de assinaturas a fim de propor um projeto de iniciativa popular a favor do controle da mídia.

"O PT se associará à campanha por um projeto de lei de iniciativa popular em favor de um novo marco regulatório das comunicações", diz o texto, aprovado em reunião do partido em Fortaleza.

"O diretório conclama nossa militância a coletar, este ano, mais de 1,5 milhão de assinaturas para apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei", afirma.

Na resolução, a cúpula do PT inclui o que chama de "oligopólio midiático" entre os "segmentos da oposição" que teriam "exacerbado" a agressividade com a "sucessão de fatos positivos" dos governos de Lula e Dilma Rousseff. O PT defende há anos a aprovação de um "novo marco regulatório" da mídia.

Enquanto isso, no Rio

Dilma Rousseff participa da inauguração de fábrica em Itaguaí ao lado do governador, Sérgio Cabral, e do ministro da Defesa, Celso Amorim

Presidente da Argentina quer 'democratizar' Justiça do país

Cristina Kirchner, enviará um pacote de leis ao Congresso para "democratizar a Justiça", incluindo eleger pelo voto popular os integrantes do conselho nacional de Justiça

Nus, alunos da USP hostilizam grupo feminista em trote

Um grupo de veteranos da USP São Carlos hostilizou um protesto de feministas contra uma recepção aos calouros chamada "Miss Bixete"

Governo de SP volta a convocar professor reprovado em teste

O governo de SP começou a convocar professores temporários reprovados em processo seletivo. No Estado, há 39 mil docentes que não acertaram nem metade das questões

Prefeitura sabia que prédio no centro corria risco de desabar

A Prefeitura de São Paulo sabia havia dez dias do risco de desabamento da obra que ruiu anteontem no centro de São Paulo, matando uma pessoa

 

 

O GLOBO

 

PIB de 0,9% faz Brasil cair no ranking mundial

Em meados do ano passado, diante da previsão de um banco estrangeiro de que país cresceria só 1,5%, o ministro Guido Mantega reagiu e disse que era uma "piada". Mas o número do IBGE ficou muito abaixo disso.

A economia brasileira cresceu modesto 0,9% em 2012, pior resultado desde 2009. Mais uma vez, o gasto das famílias e o setor de serviços impediram que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) fosse ainda mais pífio. Houve recuo nos investimentos e a indústria encolheu. Nem as desonerações de impostos, que estimularam o consumo, foram capazes de fazer o país deslanchar. Com esse PIB, o Brasil perdeu o posto de sexta economia mundial, que voltou a ser ocupado pelo Reino Unido. A presidente Dilma Rousseff não comentou a taxa. ( Págs. 1 e 25 a 30 e editorial “País pagou o preço da retração dos investimentos")

Entrevista: Joaquim Elói: A passos lentos

“Agora voltamos a andar, mas ainda somos uma tartaruga”.

Direitos Humanos: Polêmica à vista na Câmara

Conhecido por atitudes conservadoras sobre gays e aborto, o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) é o mais cotado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Ele diz que vai quebrar a hegemonia da comunidade LGBT.

Forte de Copacabana: Exército acaba com festa privê

O Exército rescindiu um dia antes do previsto o contrato que autorizava festas privadas na praia do Forte de Copacabana. Os militares temiam tumulto com invasão armada no Facebook.

Abismo fiscal: EUA iniciam corte de US$ 85 bilhões

Sem acordo entre a oposição e o governo Obama, os EUA começam hoje a cortar US$ 85 bilhões em gastos federais, que incluem programas de educação e pagamento a servidores.

Discurso interno: Para Lula, quem errou tem de pagar

Um dia depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, dizer que as penas dos acusados no mensalão devem ser executadas até 1º de julho, o ex-presidente Lula afirmou, na reunião do Diretório Nacional do partido ontem, em Fortaleza, que o veredicto precisa ser respeitado. Na conversa fechada com a direção do partido, foi claro no recado: quem errou tem que ser punido.

- Quem errou tem que ser punido, não é o partido que tem que pagar (pelos erros individuais).

Na conversa a portas fechadas, Lula usou uma metáfora para a sua defesa institucional do partido. Disse que, assim com uma família, o PT também tem dificuldade de vigiar os passos de todos os seus filiados.

- Quando uma família tem dois filhos, certamente fica mais fácil de tomar conta deles. Agora, quando se tem dez, alguma coisa escapa - dissera Lula, segundo interlocutores que acompanharam o discurso.

Ao falar com os jornalistas, o ex-presidente afirmou:

- Não dou palpite sobre a Suprema Corte. O que decidiu está decidido, e acabou. Posso concordar ou não, mas jamais darei palpite, até porque fui presidente e muitos deles (ministros) foram escolhidos por mim. Portanto, não dou palpite - disse Lula, depois de um discurso de 40 minutos a dirigentes do partido.

Na quinta-feira à noite, Lula também foi contundente em seu discurso, quando já havia afirmado que "quem errou, tem que ser punido", embora sem referência direta ao mensalão ou a nomes de petistas.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

Brasil cresce 0,9% e há dúvida sobre ritmo da recuperação

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9% em 2012, pior resultado desde a crise econômica de 2009. Investimentos, com queda de 4%, indústria e agropecuária, com recuo de 0,8% e 2,3%, respectivamente, foram responsáveis pelo fraco desempenho. Com crescimento de 0,6%, o quarto trimestre de 2012 trouxe sinais positivos, mas há dúvidas sobre o ritmo da recuperação. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o crescimento foi “fraco”, mas “inevitável” diante da crise financeira mundial. “Estamos acelerando de forma gradual.” O governo não deve anunciar novos pacotes para incentivar a atividade econômica e trabalha com crescimento de 3% a 4% para este ano. A presidente Dilma Rousseff não comentou os números ontem.

‘Se alguém quiser romper conosco, que rompa’, diz Lula

Com objetivo de conter rebeliões da base que possam prejudicar a reeleição de Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula fez ontem a mais contundente declaração aos partidos da coalizão, interpretada como recado ao governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos: “Se alguém quiser romper conosco, que rompa”. No Recife, Campos disse não se sentir pressionado a definir uma eventual candidatura à Presidência agora. “O relógio do PSB trabalha no fuso horário do PSB”, disse.

Com intuito de conter rebeliões da base aliada que possam prejudicar o projeto da reeleição de Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem a mais contundente declaração aos partidos da coalizão, interpretada como um recado direto ao governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos: "Se alguém quiser romper conosco, que rompa".

Lula fez a afirmação numa reunião fechadado Diretório Nacional do PT, em Fortaleza. "Não queremos romper com ninguém. Queremos fortalecer, só que não podemos impedir as pessoas de fazer o que é de interesse dos partidos políticos. O ideal é que a gente consolide as forças políticas que estão ajudando esse país a mudar", acrescentou.

Campos estuda a possibilidade deselançar candidato à Presidência, mas não quer antecipar a decisão para 2013 e já avisou que permanecerá na base ao longo deste ano. O PSB detém dois ministérios no governo Dilma (Integração Nacional e Portos) e não pretende entregar os cargos.

Apósa reunião doPT,em rápida conversa com jornalistas, Lula elogiou Campos, de quem disse ser "muito, muito amigo". "(O governador) tem uma personalidade que pode desejar qualquer coisa que ele queira nesse País". Mas, em seguida, afirmou ser preciso avaliar "se estrategicamente PT e PSB devem colocar em risco uma aliança que tem dado tão certo nesse País".

O petista, contudo, disse defender a "liberdade incondicional de cada partido de fazer o que bem entenda" e declarou que não impediria qualquer aliado de se candidatar. "Teimei muitasvezes, perdi muitasvezes até chegar à Presidência da República. Portanto, eujamais tomaria qualquer atitude para impedir que um companheiro fosse candidato a presidente."

Ministro do STF duvida de previsão

O ministro do STF Marco Aurélio Mello considera otimista a previsão de Joaquim Barbosa de executar penas do mensalão até 1.°de julho: “Torcemos para que seja correta”.

Miguel Reale Junior: Indignação para manter o sonho

Pode Renan Calheiros presidir a apreciação do projeto de Código Penal em que se elimina a pena de multa para o crime de falsidade ideológica?

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

País cresce apenas 0,9%, o menor PIB desde 2009

Dados divulgados ontem pelo IBGE mostram que a economia brasileira pisou no freio e cresceu menos de 1% em 2012. É o pior desempenho do Produto Interno Bruto (PIB, total das riquezas produzidas no país) desde o auge da crise internacional em 2009. Diante do cenário de incertezas,no ano passado, os investimentos encolheram 4% na comparação com 2011.O tombo foi o maior em quatro anos. Entre os países que formam o bloco Brics, o Brasil foi o que menos avançou. A China registrou expansão de 7,8%; a Índia, de 5%; a Rússia, de 3,4% e a África do Sul, de 2,5%.

Grupo articula eleição de um papa brasileiro

O arcebispo de São Paulo, Odilo Scherer, teria o apoio de vários cardeais, entre eles um italiano. Segundo o jornal La Stampa, os religiosos fizeram reuniões secretas para tentar viabilizar a candidatura.

Potiguar foi a “sombra" de Bento XVI

O padre Flávio José de Medeiros Filho vive há oito anos na Basílica de São Pedro e organizou as principais celebrações do pontífice.

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