Inflação fica dentro da meta, mas supera 2013

Índice medido pelo IBGE aponta para a alta de preços de 6,41% em 2014, dentro dos 6,5% estabelecidos pelo governo federal. Rio de Janeiro foi o local com maior variação no percentual

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou o ano de 2014 com uma taxa de 6,41%. O índice está abaixo do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%.

Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.

O IPCA mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.

A região metropolitana do Rio de Janeiro foi o local pesquisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com maior alta de preços em 2014. Segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 7,6% no ano, no Grande Rio.

Goiânia ficou em segundo lugar, no ranking de 13 regiões metropolitanas e cidades pesquisadas pelo IBGE, com uma taxa de 7,2%. Outras cidades com taxa acima da média nacional, de 6,41%, foram Campo Grande (6,77%), Porto Alegre (6,77%), Curitiba (6,66%) e Belém (6,59%).

A menor taxa de inflação foi observada em Salvador (5,76%). Os demais locais tiveram as seguintes taxas: Recife (6,32%), Brasília (6,29%), Vitória (6,17%), São Paulo (6,1%), Fortaleza (6,03%) e Belo Horizonte (5,83%).

Seca

A seca provocada pelo menor índice de chuvas no final de 2013 e ao longo do ano passado foi um dos grandes vilões da inflação oficial em 2014. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, “a seca prejudicou tanto o abastecimento de energia quanto as lavouras”.

Com o clima mais seco, a produtividade das lavouras cai e, consequentemente, há uma redução da oferta de alimentos no país e no mundo. Em 2014, por exemplo, os alimentos tiveram aumento de preços de 8,03%.

O custo da seca também acaba tendo influência indireta em alguns produtos. As carnes, por exemplo, foram o item que mais influenciou a inflação, com alta de preços de 22,21%. Com menos chuva, o pasto é prejudicado e isso aumenta o custo para alimentar o rebanho.

A seca também causou impacto no custo da energia elétrica. A falta de chuva esvaziou os reservatórios das usinas. Com menor potencial hidráulico, foi necessário produzir eletricidade a partir de usinas termelétricas, que é mais cara do que a energia produzida a partir da força da água.

Construção

O custo para construir ou fazer reformas no Brasil ficou 6,2% mais elevado em 2014 em relação ao ano anterior. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Caixa, foi superior ao 0,52% de 2013. O metro quadrado da construção civil fechou o ano passado em R$ 913,32.

A inflação foi puxada principalmente pelo aumento do preço da mão de obra, que ficou 7,74% mais alto e fechou 2014 a um custo de R$ 415,95. Os materiais ficaram 4,9% mais caros e fecharam o ano em R$ 497,37.

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