Henrique Alves recomenda equilíbrio e moderação na CDH

Após tumultos entre manifestantes contra e a favor de Marco Feliciano no comando da comissão, presidente da Câmara disse esperar por reuniões mais tranquilas

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recomendou nesta quinta-feira (14) que os integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) tenham um comportamento equilibrado e moderado nas próximas sessões. Ontem (13), na primeira reunião da comissão, houve bate-boca entre deputados, gritos de manifestantes e um empurra-empurra que quase resultou em uma briga entre parlamentares.

"Fiz ver, a ambos os grupos, a preocupação desta Casa com a Comissão de Direitos Humanos para que ela possa ter um comportamento de equilíbrio, moderação responsabilidade porque ela há de representar também o comportamento desta Casa”, disse o peemedebista, após reunião com o presidente da CDH, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), e o líder do PSC na Casa, André Moura (SE). Os dois foram conversar com Henrique Alves sobre a sessão de ontem.

O peemedebista também recebeu deputados ligados a direitos humanos na noite de ontem, como Jean Wyllys (Psol-RJ) e Érika Kokay (PT-DF). De acordo com Alves, os dois grupos precisam ter um "sentimento de colaboração e de respeito" às normas da Câmara. "Espero que nos próximos dias esse clima venha a ser harmonizado em um entendimento em que todos possam perceber que o importante para esta Casa é a ordem, o respeito", disse.

Henrique Alves qualificou os desentedimentos de ontem como "lamentáveis", mas evitou apontar culpados. Para ele, uma "ação provoca uma reação". O peemedebista reforçou que conversou com os integrantes da comissão tenham ponderação na condução das atividades. Com o aumento da tensão entre deputados do PT

Na avaliação de Henrique Alves, o tumulto entre grupos pró e contra Feliciano nesta semana foi “lamentável”. Ele afirmou que a culpa não é de apenas um dos lados, pois “uma ação provoca uma reação”. "acho que esse radicalismo e esse emocionalismo não está compatível com o que a Casa tem o dever de apresentar à sociedade brasileira", finalizou.

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