Distritais protocolam assinaturas para criar CPI da Saúde

Ao, todo quinze distritais assinaram o documento de criação da comissão. O objetivo é investigar o desaparecimento de remédios das farmácias públicas, suspeitas de irregularidades na compra de equipamentos e má gestão na área

O caos no sistema de saúde do Distrito Federal chegou à Câmara Legislativa. Nesta terça-feira (15), os distritais aprovaram a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Casa para investigar o desaparecimento de remédios, suspeitas de irregularidades na compra de equipamentos e má gestão na área. A CPI foi criada com base no relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) que apontou, dentre outras suspeitas, o consumo recorde de Ritalina, remédio indicado para tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH), prescrito para pacientes que precisam melhorar a concentração.

Em plenário, o deputado Lira (PHS), que recolheu as assinaturas para protocolar a criação da CPI da Saúde, afirmou que são várias as "discrepâncias na administração do serviço público de saúde". Segundo o deputado, "o foco do trabalho será investigar indícios de malversação de recursos públicos na gestão da Secretaria de Saúde do DF, no período compreendido entre janeiro de 2011 e março de 2016". O distrital citou o caso em que um lote de 45 mil comprimidos de Ritalina foi comprado pelo governo e acabou em menos de 24 horas. "Só um médico teria sido responsável por assinar 40$ das receitas", afirmou Lira.

Ao todo, 15 deputados assinaram o documento de criação da CPI. O mínimo necessário, são oito assinaturas. Apoiaram a instalação da comissão os deputados, além de Lira, Bispo Renato Andrade (PR), Celina Leão (PPS), Juarezão (sem partido), Wellington Luiz (PMDB), Raimundo Ribeiro (sem partido), Rodrigo Delmasso (PTN), Rafael Prudente (PMDB), Robério Negreiros (sem partido), Chico Vigilante (PT), Cláudio Abrantes (Rede), Ricardo Vale (PT), Liliane Roriz (PTB), Sandra Faraj (SD) e Wasny de Roure (PT).

As investigações vão percorrer tanto o governo passado, de Agnelo Queiroz (PT), quanto a atual gestão, de Rodrigo Rollemberg. Serão convocados para prestar depoimento os últimos secretários de saúde e representantes das empresas que fornecem material para a rede pública.

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