Defesa: publicitário só é acusado por ser sócio de Valério

Advogado de Cristiano Paz repete a tese de que Marcos Valério era o responsável pelas finanças da SMP&B. Também criticou falta de individualização das condutas

A primeira sustentação oral de defesa nesta terça-feira (7) no julgamento da Ação Penal 470, no Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar a peça de acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Castellar Guimarães Filho, advogado de Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério na SMP&B, rejeitou qualquer ato de Cristiano com o mensalão. De acordo com a Castellar, ele era encarregado apenas da parte criativa da agência de publicidade, não tendo influência na administração e nas finanças.

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Ao subir à tribuna para defender Cristiano Paz, acusado formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Castellar procurou diferenciar seu cliente. Ele é acusado dos mesmos crimes que Marcos Valério e Ramon Hollerbach, os demais sócios das empresas de publicidade. "A prova não autoriza a procedência da denúncia do desfavor de Cristiano. Sequer existe pelo menos a menção ou demonstrada a intenção de se individualizar a conduta", afirmou o advogado.

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Na sexta-feira (3), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação de 36 dos envolvidos. Desde ontem, as defesas têm se dedicado a questionar a acusação feita pela PGR. Não foi diferente na sustentação oral de Castellar. Ele disse que, durante a apuração do caso, a defesa sentiu-se otimista com as provas colhidas.

Para Castellar, os depoimentos tomados durante a fase de investigação não conseguiram apontar qual a participação de Cristiano Paz. Ele também comentou que "não houve sequer uma pergunta [durante a instrução do processo] com relação o comportamento" do publicitário.

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