De camiseta, Suplicy entorna balde de gelo na cabeça

Senador adere à “campanha do balde de gelo”, ação internacional em que banhos gelados têm como intuito arrecadar fundos para vítimas de doença degenerativa

Candidato à reeleição pelo PT de São Paulo, o senador Eduardo Suplicy divulgou vídeo nesta sexta-feira (22) em que, de camiseta branca sem mangas, adere à “campanha do balde de gelo”. Trata-se de uma ação mundial em que personalidades e anônimos tomam um banho de água com gelo com o intuito de arrecadar dinheiro para as vítimas da esclerose lateral amiotrófica – ELA. A iniciativa, atribuída a uma ONG norte-americana chamada ALS Association, espalhou-se pelo mundo e, só nos Estados Unidos, já arrecadou cerca de US$ 20 milhões.

Febre na internet, a campanha não se resume ao banho gelado: consiste ainda em desafiar três pessoas a repetir o gesto e, em seguida, fazer doações. Já o fizeram nomes como Bill Gates, o bilionário criador da Microsoft; Mark Zuckerberg, fundador do Facebook; e, aqui no Brasil, a estrela pop Ivete Sangalo e o apresentador Luciano Huck.

Afeito às performances não protocolares, como demonstrou ao usar uma sunga vermelha em pleno Senado (relembre) ou cantar ao lado do colega Tiririca (confira), Suplicy também entrou na onda – e, ciente do alcance da grande rede, aproveitou para falar de projetos próprios.

“Yô!”, saúda o petista, na linguagem “hip-hop” com que ele tenta demonstrar, vez ou outra, a identidade que diz ter com os guetos paulistanos. “Eu hoje quero fazer o desafio do balde gelo em solidariedade às 13 milhões de pessoas, no Brasil, que são portadoras de doenças raras, entre as quais a esclerose lateral amiotrófica, que tem sido objeto de grande preocupação”, completa, estendendo o desafio a adversários no pleito ao Senado, como José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD).

Veja a fria em que se meteu Suplicy:

 

No Brasil, doações podem ser feitas para três entidades: Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela), Instituto Paulo Gontijo (IPG) e Associação Pró-Cura da ELA. A doença, neurodegenerativa progressiva com danos aos neurônios motores e células do sistema nervoso central, não tem cura ou tratamento, mas pode ter seu avanço contido com medicamentos ainda muito caros. O físico Stephen Hawking, 72, diagnosticado há 50 anos, é um dos mais célebres exemplos de resistência à doença.

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