CPI convocará Vaccari e pedirá quebra de sigilos de Barusco e Duque

Um total de 92 requerimentos foram aprovados na tarde desta terça-feira após acordo entre membros da investigação. Intenção da CPI é ouvir testemunhas já a partir da próxima semana

A CPI que investiga desvios de recursos na Petrobras aprovou requerimento para ouvir o Secretário Nacional de Finanças PT João Vaccari Neto. Além disso, a CPI também aprovou as quebras de sigilo bancário e fiscal tanto de Barusco, quanto do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

Outra providência adotada pela CPI foi a solicitação das cópias do teor de todas as gravações em áudio e vídeo das reuniões do Conselho de Administração da estatal entre os anos de 2005 e 2015. O período compreende a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) à frente da Petrobras. Ao todo, a CPI analisa 92 requerimentos.

Os parlamentares também aprovaram requerimentos para voltar a ouvir o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Além disso, a CPI também aprovou requerimentos pedindo as íntegras das interceptações telefônicas e de mensagens de celular feitas pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Lava Jato. Assim como a quebra de sigilo bancário e fiscal tanto de Barusco, quanto do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

Nesta segunda-feira (23), o juiz Sérgio Moro aceitou denúncia contra 27 investigados na Operação Lava Jato, entre eles o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Para os procuradores, João Vaccari Neto participou de reuniões com Renato Duque, nas quais eram acertados os valores que seriam transferidos ao PT por meio de doações legais. Segundo o MPF, foram feitas 24 doações de R$ 4,26 milhões. Somente atual Secretário Nacional de Finanças do PT foi alvo de cinco requerimentos de convocação.

Na quinta-feira (25), a CPI da Petrobras deve ouvir a ex-presidente da Petrobras Graça Foster. No entanto, Foster informou aos membros da CPI que não poderia comparecer à sessão de quinta-feira por motivos de saúde.

Durante essa semana, a CPI recebeu 422 requerimentos mas 93 estão sendo alvo de um acordo realizado na manhã desta quarta-feira (24) para votação. Até o momento, a CPI ainda não votou a convocação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, também citados nas delações premiadas de Alberto Youssef.

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