Condenado no mensalão tucano, Azeredo tem recurso negado

Defesa do ex-senador argumentou que magistrada teria omitido declarações de testemunhas que poderiam inocentá-lo foi omissa em relação ao processo movido pelo MP contra o lobista Nilton Monteiro

A juíza Melissa Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, rejeitou o recurso da defesa do ex-presidente do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, condenado no mensalão tucano a 20 anos e 10 meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda no dia 25 de janeiro – pouco mais de um mês depois da condenação do tucano – a defesa de Azeredo entrou com embargos de declaração, questionando aspectos da decisão da juíza. O processo contra o ex-governador tramita em primeira instância, por isso Azeredo continua respondendo em liberdade, enquanto trabalha na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A defesa do tucano argumentou que a magistrada teria omitido algumas declarações de testemunhas que poderiam inocentá-lo. Além disso, os advogados de defesa avaliam que a magistrada foi omissa em relação ao processo movido pelo Ministério Público contra o lobista Nilton Monteiro – responsável por revelar o esquema de desvio de dinheiro promovido pelo ex-governador por meio do chamado valerioduto, mecanismo de corrupção operado pelo publicitário Marcos Valério.

“Em relação à citação parcial dos depoimentos das testemunhas, não há que se falar em qualquer omissão, uma vez que o magistrado não é obrigado a mencionar todas as provas produzidas integralmente, mas tão somente aquelas necessárias ao seu convencimento”, respondeu a Melissa Lage no despacho.

Tão logo Azeredo foi condenado, o PSDB divulgou nota afirmando que “a decisão de primeira instância em relação a Eduardo Azeredo surpreendeu a todo o PSDB, que conhece a trajetória política e a correção que sempre orientou a vida do ex-senador e ex-governador”. “Repeitamos a decisão da Justiça, mas estamos confiantes de que nas instâncias superiores o ex-senador possa apresentar as razões de sua inocência e haja reavaliação da decisão”, diz trecho da nota.

Leia a reportagem completa em O Estado de S. Paulo

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