Associação de empresários defende governo por MP

Presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários discorda de trabalhadores e diz que não há atropelo na discussão das mudanças previstas na MP

Se os trabalhadores reclamam falta de abertura por parte do governo em relação à MP dos Portos, os empresários se dizem satisfeitos com a condução das mudanças previstas na medida provisória. Presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli afirma que não há “atropelo” na discussão e que tanto o Planalto quanto o Congresso demonstram abertura.

“O governo abriu uma ampla discussão, e já há quase um ano. Fez um chamado a todos os setores envolvidos na atividade portuária – trabalhadores, representantes de classe, empresários, investidores. Não há nenhum atropelo. Pelo contrário, nos últimos dez anos, nunca vi uma abertura tão grande como agora”, afirmou Wilen, para quem a ponte de discussões com o governo se completa no Parlamento. “Há uma abertura elogiável tanto no Poder Executivo quanto no Congresso Nacional.”

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o volume de exportações atingiu US$ 242 bilhões em 2012, enquanto as importações registraram US$ 223,1 bilhões – superávit de US$ 19,5 bilhões. A implicação da atividade portuária nesses valores chega a US$ 395,8 bilhões, considerada a soma do percentual de participação do setor sobre importações (US$ 206,2 milhões) e exportações (US$ 189,6 bilhões). Isso equivale a cerca de R$ 800 bilhões comercializados via portos, entre vendas e compras.

“Eu diria que 85% do valor de todo o comércio exterior, em dólar, passaram pelos portos, seja na exportação, seja na importação”, informou Wilen Manteli, sem saber traduzir em reais o valor correspondente aos milhões de toneladas em escoamento de produtos por meio de portos. “O Banco Central não libera [a informação]”, ressaltou. Segundo ele, entre exportação e importação, todo o sistema portuário fechou o ano passado em torno de 910 milhões de toneladas. Os números, porém, ainda não são oficiais.

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