Alcance de punição a Dilma gera crise entre aliados de Temer

Ideia de preservar direitos políticos de Dilma mesmo com eventual cassação divide o PMDB e provoca reação entre tucanos, que ameaçam abandonar a sustentação do peemedebista

A proposta feita pelo líder do PT no Senado, Lindibergh Farias (RJ), para que o plenário do Senado mantenha os direitos políticos da presidente afastada Dilma Rousseff, mesmo com a cassação do seu mandato, provocou uma crise política entre PMDB, PSDB e outros partidos da base de apoio do presidente interino Michel Temer. A ideia divide o PMDB e provocou a reação dos tucanos que ameaçam abandonar a sustentação do peemedebista.

O artigo 52 da Constituição prevê que, como consequência do impeachment, segue a suspensão dos direitos políticos do chefe do Executivo por oito anos.  Segundo o senador José Medeiros (PSD-MT),  a cassação do mandato de Dilma Rousseff implica suspender por oito anos os seus direitos políticos, como prevê a Constituição. “Se isto for aprovado, vamos recorrer ao Supremo. É uma vergonha e haverá uma crise política muito grande”, disse o senador. O parlamentar disse, ainda, que o presidente do Congresso e  boa parte do PMDB topam a alternativa.

Em plenário o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), também reagiu à proposta que foi apresentada em forma de destaque ao relatório final a ser aprovado pelo Senado. O presidente da sessão, ministro Ricardo Lewandowiski, submeteu a proposta ao plenário do Senado para saber se o destaque será aprovado ou não.

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