Patrimônio de candidatos a governo do Rio chega a R$ 104 milhões

O próximo governador do Rio de Janeiro terá um grande desafio. O estado passou por uma crise política, econômica e está sob intervenção federal na segurança pública desde fevereiro deste ano.

Ainda assim, 12 candidatos registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) candidatura ao governo do estado. Juntos, os patrimônios dos postulantes somam mais de R$ 104 milhões.

Candidato do partido Novo, o advogado Marcelo Trindade tem R$ 82,9 milhões e é o concorrente mais rico do estado. Somente o seu patrimônio representa 79% dos bens dos candidatos a governador. O candidato do seu partido à Presidência, João Amoêdo, possui o maior patrimônio entre os presidenciáveis (R$ 425 milhões).

Em segundo lugar na lista vem o deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ), com R$ 12 milhões, e o ex-jogador de futebol e empresário Romário aparece em terceiro, com R$ 5,5 milhões declarados.

O patrimônio de Romário cresceu desde que ele ingressou na política. Em 2010, quando concorreu pela primeira vez a deputado federal, o empresário havia declarado R$ 883 mil (corrigida a inflação, o valor chegaria a R$ 1,4 milhão hoje). Já em 2014, quando disputou ao Senado, o patrimônio subiu para R$ 1,3 milhão, o que nos dias de hoje valeria 1,6 milhão. Da última eleição para cá, o valor declarado foi 29% maior.

Os ex-governadores do estado Anthony Garotinho (PRP) e Eduardo Paes (DEM) também entraram na disputa para o Palácio Guanabara. Garotinho, que já foi preso, declarou patrimônio de R$ 205 mil, e Paes, aliado do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), R$ 325 mil.

Sérgio Cabral cumpre pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro. O ex-governador foi condenado pela Lava Jato a 14 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro e é réu em mais 23 investigações.

O candidato do Psol, Tarcísio Motta, foi o que registrou menor patrimônio, de R$ 10 mil. A candidata Dayse Oliveira (PSTU) não declarou bens.

Crise no estado

Além de Cabral, vários políticos fluminenses estiveram envolvidos em escândalos de corrupção. O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (MDB) cumpre prisão domiciliar. O atual governador, Luiz Fernando Pezão (MDB), é suspeito de ter recebido caixa 2 na campanha de 2014.

Desde fevereiro, o estado está sob intervenção federal na segurança pública para tentar reduzir a violência que há muitos anos é um dos principais problemas da região.

O Rio também é um dos estados que mais sofre com a crise econômica. No ano passado, o governador Pezão pediu para participar do plano de recuperação fiscal.

Confira a lista do patrimônio dos candidatos

André Monteiro (PRTB)

Total em bens: R$195.000,00

Anthony Garotinho (PRP)

Total em bens: R$205.174,20

Dayse Oliveira (PSTU)

Total em bens: nenhum bem declarado

Eduardo Paes (DEM)

Total em bens: R$325.678,17

Indio da Costa (PSD)

Total de bens: R$12.297.846,44

Luiz Eugenio (PCO)

Total de bens: R$305.000,00

Marcelo Trindade (Novo)

Total de bens: R$82.956.391,33

Marcia Tiburi (PT)

Total de bens: R$711.000,00

Pedro Fernandes (PDT)

Total de bens: R$1.932.353,42

Romário Faria (Podemos)

Total de bens: R$5.583.493,30

Tarcísio Motta (PSOL)

Total de bens: R$10.000,00

Wilson ex Juiz Federal (PSC)

Total de bens: R$400.000,00

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