Candidatos à prefeitura de Macapá fazem ato contra o adiamento das eleições

Neste sábado (14), oito dos dez candidatos à prefeitura de Macapá (AP) repudiaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de adiar as eleições na capital por conta da crise no abastecimento de energia elétrica na região, que dura mais de dez dias.

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O TRE do Amapá sugeriu que a eleição ocorra na capital nos dias 13 e 27 de dezembro. Capitaneados pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) os candidatos apresentaram recurso neste sábado para que as eleições sejam nos dias 29 de novembro e 13 de dezembro e não na data sugerida pela Corte, já que as candidaturas não foram ouvidas sobre o tema.

O que dizem os candidatos

Segundo João Capiberibe (PSB-AP) há um consenso entre os candidatos de que “não é justo que as eleições sejam realizadas em uma semana entre o Natal e o Ano Novo”.

“É inadmissível que aceitemos essa mudança somente na capital do estado. Será que todos os outros municípios do nosso estado estão com energia? Estão com condições?”, questionou Patrícia Ferraz (Podemos-AP).

Professor Marcos (PT- AP) disse que os candidatos exigem que as condições de campanha continuem as mesmas. "Campanhas de televisão, rádio, redes sociais, mas sem campanhas de rua para preservar a saúde das pessoas”, afirmou. 

Pastor Guaracy (PSL-AP) dapontou que o recurso representa a "verdadeira democracia" e repudiou a extensão da data das eleições na capital amapaense em mais de um mês. "Aqui há partidos de direita, como é o meu caso, e de esquerda. Estão fazendo um atentado à democracia".

O candidato Josiel Alcolumbre (DEM - AP), irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM - AP), que lidera as pesquisas para a prefeitura na capital, não estava presente na coletiva. De acordo com informações da assessoria de Randolfe Rodrigues, Josiel aleg que não tomou conhecimento do documento.

Desde o dia 3 de novembro o estado do Amapá está sem um abastecimento confiável de energia. Após uma tempestade, um transformador sob responsabilidade da empresa espanhola Isolux deixou todos os 16 municípios do estado sem energia elétrica. A incapacidade de transmissão da energia também paralisou a geração da eletricidade, que ocorre primariamente por uma usina hidrelétrica ao norte da capital.

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